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quinta-feira, 9 de julho de 2026

Julho Amarelo alerta para prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais

 

Julho Amarelo. Freepik


Doenças podem evoluir de forma silenciosa por anos e causar complicações graves, como cirrose e câncer de fígado 


Silenciosas em grande parte dos casos, as hepatites virais acendem um alerta durante o Julho Amarelo, campanha nacional voltada à conscientização sobre prevenção, testagem e tratamento dessas infecções. A mobilização chama atenção para um dos principais desafios relacionados à doença: muitas pessoas convivem com hepatite sem apresentar sintomas e só descobrem o diagnóstico em fases avançadas, quando já há risco de complicações como cirrose, insuficiência hepática ou câncer de fígado.


De acordo com o médico infectologista e professor da Universidade Christus, Dr. Luan Victor, a testagem regular é uma das principais estratégias para interromper essa evolução silenciosa. “Um dos maiores desafios das hepatites virais é que a doença pode evoluir sem sintomas. Se a pessoa não faz a testagem, muitas vezes o diagnóstico só vem em um momento avançado, quando já existe alguma complicação, como cirrose ou até câncer hepatocelular”, explica.


As hepatites virais são infecções que atingem o fígado e podem ser causadas por diferentes vírus. Entre os sintomas possíveis estão cansaço intenso, febre, náuseas, vômitos, perda de apetite, dor abdominal, urina escura, fezes claras e pele ou olhos amarelados, condição conhecida como icterícia. No entanto, nos casos de hepatite B e C, que podem se tornar crônicos, a ausência de sinais por longos períodos é comum.


As formas de transmissão variam conforme o tipo de hepatite. A hepatite A está mais relacionada ao consumo de água e alimentos contaminados, além de condições inadequadas de higiene e saneamento básico. Já as hepatites B e C podem ser transmitidas pelo contato com sangue e outros fluidos corporais, como em relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas, agulhas ou materiais perfurocortantes.


Para o infectologista, a prevenção deve ser tratada como prioridade. “As hepatites virais podem ser prevenidas, diagnosticadas cedo por meio de testes rápidos e, em muitos casos, tratadas com excelentes resultados. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de evitar complicações graves”, reforça Dr. Luan.


A vacinação também ocupa papel central nesse cuidado. Atualmente, há vacinas disponíveis contra as hepatites A e B, consideradas seguras e eficazes, oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No caso da hepatite C, embora não exista vacina, o tratamento disponível apresenta alta eficácia e pode levar à cura na maioria dos casos. Já a hepatite B não tem cura, mas pode ser controlada com medicação, reduzindo significativamente o risco de evolução para cirrose, insuficiência hepática e câncer de fígado.


“O diagnóstico precoce é decisivo porque permite iniciar o tratamento antes que a doença avance. A hepatite C, por exemplo, tem tratamento extremamente eficaz. Já a hepatite B pode ser controlada com o uso regular da medicação, o que diminui muito o risco de complicações”, destaca o professor.


A recomendação é que a população busque orientação nas unidades de saúde, mantenha a vacinação em dia e realize a testagem, especialmente pessoas que nunca fizeram o exame ou que estiveram expostas a situações de risco.

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