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quarta-feira, 1 de abril de 2026

Casos de acne entre mulheres crescem e acendem alerta para impactos na saúde emocional

 

Estudos indicam que 1 em cada 4 mulheres enfrenta a condição, frequentemente associada a ansiedade e a depressão

Cada vez mais presente na vida adulta, a acne deixou de ser vista como uma condição restrita à adolescência e tem se consolidado como uma queixa frequente entre mulheres. Estimativas recentes indicam que cerca de 1 em cada 4 mulheres apresenta algum grau de acne, muitas vezes relacionada a fatores hormonais, estilo de vida e aspectos emocionais.

Além das alterações hormonais, fatores como estresse, privação de sono, alimentação rica em açúcares e ultraprocessados, bem como o uso inadequado de cosméticos, têm papel importante tanto no surgimento quanto na persistência das lesões.

Estimativas recentes indicam que cerca de 1 em cada 4 mulheres apresenta algum grau de acne, muitas vezes relacionada a fatores hormonais, estilo de vida e aspectos emocionais. Foto: Banco de Imagens

Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reforçam esse cenário: a acne está entre as queixas mais comuns nos consultórios dermatológicos e atinge até 80% das pessoas em algum momento da vida — com crescimento expressivo na fase adulta, especialmente entre mulheres.

De acordo com a dermatologista e docente do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco, Dra. Camila Dezanetti, esse aumento reflete uma visão mais ampla sobre a doença.

“Hoje nós entendemos a acne feminina adulta de forma muito mais completa. Ela não é apenas uma condição de pele — é uma manifestação de um organismo que está respondendo a diferentes estímulos. Alterações hormonais, rotina, alimentação e, principalmente, o estado emocional têm um impacto direto na evolução do quadro”, comenta a Dra. Camila. 

A relação com a saúde mental tem ganhado destaque. Quadros de ansiedade e depressão podem tanto desencadear quanto agravar a acne, criando um ciclo difícil de interromper.

“Existe uma conexão muito clara entre pele e emocional. O estresse eleva hormônios como o cortisol, que aumentam a produção de oleosidade. Ao mesmo tempo, as lesões afetam a autoestima da paciente — e isso retroalimenta o problema. É um ciclo que precisa ser compreendido e tratado com sensibilidade”, acrescenta a dermatológica a docente da Afya de Pato Branco.

Mais do que um impacto físico, a acne pode interferir diretamente na qualidade de vida. Muitas mulheres relatam insegurança, desconforto social e até afastamento de situações cotidianas por conta da aparência da pele.

Por isso, de acordo com a Dra. Camila, o tratamento vai além do uso isolado de produtos.

“Não existe um tratamento padrão. Existe uma paciente única, com uma história, um estilo de vida e uma causa predominante. A avaliação individualizada é o que realmente faz diferença no resultado. Em alguns casos, inclusive, precisamos integrar o cuidado dermatológico com suporte emocional”, pontua a dermatologista.

As opções terapêuticas variam conforme a gravidade e a causa da acne, podendo incluir tratamentos tópicos, medicamentos sistêmicos, controle hormonal e procedimentos dermatológicos.

“Hoje temos recursos extremamente eficazes. Mas o sucesso do tratamento não depende apenas da técnica — depende da constância, da adesão da paciente e, principalmente, de um acompanhamento próximo e bem conduzido”, aponta a dermatologista e docente de Medicina da Afya de Pato Branco.

Buscar orientação especializada é fundamental não apenas para tratar a acne, mas também para prevenir complicações como manchas e cicatrizes permanentes.

“Quando olhamos para a paciente de forma integral e fazemos um diagnóstico preciso, conseguimos não só controlar a acne, mas devolver qualidade de vida, confiança e bem-estar”, finaliza a Dra. Camila Dezanetti. 

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo "Valor Inovação" (2023) como a mais inovadora do Brasil e "Valor 1000" (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio "Executivo de Valor" (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa "Liderança com ImPacto", do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.

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