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quinta-feira, 12 de março de 2026

Energia do lar e infância: como a casa pode impactar o comportamento e o bem-estar das crianças, segundo o Feng Shui

 

Especialistas em Feng Shui explicam como a organização e a energia da casa influenciam no desenvolvimento e comportamento das crianças e dão dicas práticas para harmonizar o lar em favor do bem-estar e aprendizado.

A casa pode refletir no comportamento e desenvolvimento infantil. (Crédito: Freepik)

A forma como a casa está organizada vai além da estética e pode influenciar diretamente o comportamento, a concentração e o bem-estar das crianças. Disposição dos móveis, excesso de estímulos visuais, iluminação e até a escolha das cores e símbolos interferem na maneira como os pequenos se sentem no próprio ambiente, e é nesse ponto que o Feng Shui pode atuar como aliado, ao propor ajustes que equilibram a energia dos espaços. Neste período de retorno às aulas, quando a rotina escolar volta a exigir mais atenção e disciplina, o impacto do ambiente na criança se torna ainda mais relevante.


As arquitetas Belisa Mitsuse e Estefânia Gamez, especialistas em Feng Shui e sócias do BTliê Arquitetura, explicam que a forma como a casa está organizada e como a energia circula nos espaços pode influenciar diretamente no foco, tranquilidade e até o bem-estar emocional das crianças. 


“No Feng Shui, o ambiente não é apenas um cenário: ele tem energia e ela conversa com quem vive ali”, afirma Belisa, que também é mãe de Aquiles, 3 anos. “Então, o espaço físico da casa impacta diretamente no comportamento das crianças, principalmente porque elas são mais sensíveis à energia do ambiente”, complementa Estefânia, mãe de Layla, um ano, e Lorena, 8 meses.


A casa e os efeitos do ambiente na rotina infantil

Para as especialistas, em contextos em que o espaço físico é confuso ou desarmônico, as crianças tendem a se sentir mais irritadas ou dispersas. “Na perspectiva do Feng Shui, isso está ligado ao bloqueio do fluxo energético no lar. A criança é muito sensível ao que está ao redor e absorve o clima do espaço com facilidade. Então, o ambiente em que ela vive irá refletir no seu comportamento e desenvolvimento”, explica Bel.

Segundo o Feng Shui, um ambiente harmonioso favorece a circulação de energia positiva e a força vital (Chi), o que reflete na sensação de conforto, clareza mental e disposição para aprender. “Por outro lado, quando uma criança passa muito tempo sob estímulos negativos, pode desencadear em sentimentos como angústia, medos e instabilidades”, afirma Bel. 


A especialista explica ainda que, no macroambiente, ou seja, na casa e no terreno como um todo, os pais devem estar atentos ao baguá, uma grade energética que se aplica na planta baixa da construção, para saber o que está acontecendo em cada área e a energia dos cômodos. Nesse sentido, no que se refere às crianças, os pais devem ter atenção, principalmente, nos cômodos em que estão o guá da criatividade/filhos e ao guá da família.


Os pais devem ter atenção, principalmente, nos cômodos em que estão o guá da criatividade/filhos e ao guá da família. (Foto: Divulgação)

“Certos elementos e móveis podem não ser adequados para esses guás. O guá da criatividade/filhos, é regido pelo elemento metal. Então, nesse ambiente não é indicado colocar fogão, por exemplo, ou móveis associados ao fogo, que pode gerar uma agitação”, explica Tef. “Já no guá da família, regido pelo elemento madeira, deve-se evitar, por exemplo, a mesa de trabalho, já que ela pode disputar a prioridade com a família”, conclui.


O tamanho e disposição das janelas e portas também é algo a se colocar atenção. As especialistas explicam que, enquanto a porta representa a voz dos pais, a janela representa a dos filhos. “A quantidade desproporcional de portas e janelas pode gerar um desequilíbrio no ambiente, assim como o desalinhamento das portas internas ou muitas portas em um ambiente pequeno pode gerar brigas e problemas de comunicação”, explica Bel.


O quarto da criança e a posição da cama

Para as especialistas em Feng Shui, o quarto da criança se refere ao microambiente dela e deve receber uma atenção especial. Elas explicam que bagunças no quarto infantil, banheiro voltado para o quarto ou até mesmo dividir o quarto com os pais pode gerar desequilíbrios de energia. “É importante que os pais entendam quais estímulos visuais a criança está tendo, ou seja, quais as cores, texturas, figuras de quadros e objetos (símbolos) estão presentes no quarto, que precisa ser um local de conforto”, explica Bel.


As especialistas explicam ainda que um dos elementos do quarto da criança que mais podem ter impacto no bem-estar é a cama. “O beliche, por exemplo, não é indicado. Ele pode ensinar a criança a viver com um “peso nas costas”, e quem dorme na cama de baixo pode acabar se sentindo oprimido”, afirma Tef.


A disposição da cama, a forma e a posição dela no quarto também podem refletir em como a criança se sente:


  • Cama de costas para a porta ou com a cabeceira na janela: pode gerar inseguranças;
  • Cama com cabeceira ou lateral para o banheiro: causa excesso de emoção, devido ao elemento água;
  • Cama encostada na parede: gera dificuldade de ver possibilidades na vida e sensação de falta de liberdade;
  • Cama sem cabeceira: influencia a sensação de falta de proteção.


Volta às aulas: como o Feng Shui pode ser um aliado

As especialistas em Feng Shui explicam que, quando um quarto ou área de estudos está bagunçado, mal iluminado ou cheio de distrações, a energia tende a ficar estagnada, o que pode gerar sensação de desconforto, agitação e dificuldade de focar. Já um espaço fluido, limpo e acolhedor cria cenário propício para concentração e rotina de estudos mais leve. 


Para que a casa favoreça o aprendizado e o bem-estar das crianças, as especialistas reforçam que o quarto — incluindo a área de estudos — deve ser pensado de forma estratégica:


  • Organize o quarto como um todo: retire excessos, brinquedos acumulados e objetos quebrados. Um ambiente visualmente limpo reduz distrações e ajuda a mente a se acalmar.
  • Atenção à posição da cama: evite colocá-la de costas para a porta ou com a cabeceira na janela. A sensação de segurança durante o sono influencia diretamente o equilíbrio emocional e a disposição para estudar.
  • Delimite a área de estudos: mesmo dentro do quarto, é importante criar uma separação clara entre descanso e concentração, evitando que a mesa fique voltada para a cama ou para muitos estímulos.
  • Invista em boa iluminação: priorize luz natural durante o dia e iluminação direcionada na mesa à noite. A claridade favorece o foco e a  clareza mental, ajudando nos estudos.
  • Equilibre cores e símbolos: prefira tons suaves e imagens que transmitam tranquilidade e inspiração. Evite excesso de cores muito vibrantes ou figuras que possam gerar agitação.


 

Sobre Bel e Tef: Belisa Mitsuse (Bel) e Estefânia Gamez (Tef) são arquitetas formadas pela FAU Mackenzie que encontraram, na união entre técnica e espiritualidade, uma maneira inovadora de atuar no mercado. A amizade profissional das duas começou em um escritório de arquitetura, onde trabalharam lado a lado, e se transformou em uma parceria que culminou na criação do BTliê Arquitetura, em 2014.

Inspiradas por sua ascendência japonesa e com uma curiosidade latente pela cultura oriental, Bel e Tef mergulharam no universo do Feng Shui, integrando seus conceitos aos fundamentos sólidos da arquitetura. Esse diferencial permitiu que a dupla desmistificasse práticas supersticiosas e trouxesse uma abordagem prática e transformadora para o mercado brasileiro, rompendo com a visão cética tradicional. Além dos projetos personalizados, voltados para promover harmonia e bem-estar, as sócias expandiram sua atuação com a criação do curso Projetando com Feng Shui, a primeira formação reconhecida pelo MEC nessa área. Com ele, impactaram não apenas a vida dos clientes, mas também a carreira de outros arquitetos e designers que buscam integrar propósito e técnica em seus projetos.

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