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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Proteína é a chave para emagrecer sem perder massa muscular, explica especialista

 

Nutricionista Dereck Oak detalha como o nutriente acelera o metabolismo, promove saciedade e protege os músculos durante o processo de perda de peso.

No processo de emagrecimento, um dos maiores desafios é eliminar gordura sem sacrificar o tecido muscular. Para alcançar esse equilíbrio, a ingestão estratégica de proteínas tem se mostrado o pilar fundamental. Segundo o nutricionista clínico e esportivo Dereck Oak, a proteína não é apenas um componente para quem busca hipertrofia, mas o nutriente essencial para garantir que a balança desça de forma saudável.

 

Durante um déficit calórico, o corpo busca fontes de energia para se manter. Sem o aporte proteico correto, o organismo podem degradar o próprio músculo. "A proteína fornece os aminoácidos necessários para preservar o tecido muscular, reduzindo o risco de o organismo usar o músculo como fonte de energia", explica Dereck Oak.

 

Além da proteção, o nutriente ajuda a manter o gasto calórico elevado. "A digestão da proteína exige mais energia do corpo, o que aumenta o chamado efeito térmico dos alimentos, ajudando a manter o metabolismo mais ativo durante a perda de peso", complementa o nutricionista.

 

O poder da saciedade

Um dos principais obstáculos de qualquer dieta é a fome. Nesse ponto, as proteínas atuam como aliadas no controle do apetite. Por terem uma digestão mais lenta e estimularem hormônios específicos, elas promovem uma sensação de saciedade prolongada, o que ajuda a evitar "beliscos" e exageros calóricos ao longo do dia.

 

Para otimizar esses benefícios, Oak sugere que o consumo não seja concentrado em apenas um horário. "O ideal é distribuir a proteína em todas as refeições, especialmente no café da manhã, almoço, jantar e pós-treino", recomenda.

 

Quantidade e Fontes Ideais

A recomendação geral varia entre 1,6 a 2,2 g de proteína por quilo de peso corporal, mas essa métrica pode ser maior para praticantes de atividade física intensa. Quanto às fontes, o especialista destaca que a escolha deve priorizar a baixa densidade de gorduras e carboidratos extras. Entre as melhores opções estão:

·       Ovos e Carnes magras (frango, peixe, patinho);

·       Laticínios e Suplementos (iogurte natural e Whey Protein);

·       Leguminosas (feijão, lentilha e grão-de-bico).

Embora as proteínas de origem animal possuam maior valor biológico por conterem todos os aminoácidos essenciais, Oak reforça que as fontes vegetais são igualmente eficazes, desde que combinadas corretamente.

 

Estilo de vida integrado

Apesar de sua importância, o nutricionista faz um alerta: a proteína não é uma solução isolada. "Ela é fundamental, mas sozinha não emagrece. O emagrecimento de qualidade depende da combinação de alimentação equilibrada, treino regular, sono adequado e bons hábitos de vida", finaliza Dereck Oak.

 

Sobre Dereck Oak

Nutricionista clínico e esportivo, formado pela Universidade Católica de Santos (UNISANTOS) e pós-graduado em Nutrição, Metabolismo e Fisiologia do Exercício Físico pela USP. Atua há 8 anos no mercado de suplementos alimentares e esportivos, inicialmente trabalhando na área de marketing e depois como consultor de nutrição e de desenvolvimento de produtos. Atende em consultório presencial em São Paulo e Baixada Santista e online para todo o Brasil e no exterior. Atleta amador de fisiculturismo e entusiasta de outras modalidades como corrida e natação. 

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