Nos últimos anos, a busca pelas chamadas “canetas emagrecedoras” e por medicamentos voltados à perda de peso cresceu de forma expressiva, impulsionada pela promessa de resultados rápidos e com mínimo esforço. Em paralelo ao entusiasmo, no entanto, crescem também os alertas sobre os riscos dos métodos que forçam o corpo a perder peso sem restaurar o metabolismo, podendo comprometer a vitalidade e até ocasionando o temido efeito rebote.
De acordo com especialistas, a perda de peso sustentável depende mais de reeducar o metabolismo do que de suprimir o apetite. A ideia é simples: em vez de “obrigar” o corpo a emagrecer, o ideal é “ensiná-lo” a funcionar de forma eficiente novamente.
Nutrição e metabolismo: uma relação essencial
Flávio Passos, pesquisador de nutrição e fundador da healthtech de suplementação personalizada Puríssima, explica que muitas abordagens radicais, como remédios, injetáveis ou cirurgias, costumam reduzir o apetite sem devolver ao organismo os nutrientes necessários para o equilíbrio interno.
“Quando a ingestão de nutrientes cai drasticamente, o corpo entra em um estado de ‘subnutrição funcional’, no qual as células continuam precisando de vitaminas, minerais e aminoácidos para gerar energia, mas não recebem o suficiente. O colapso vem em forma de fadiga, queda de cabelo, compulsão, perda muscular e envelhecimento precoce. E é aí que a nutrição entra: ela devolve equilíbrio, reativa a produção natural de energia e nutre os sistemas que controlam fome, saciedade e queima calórica”, afirma.
Os fatores que realmente atrapalham o emagrecimento
Ao contrário do que muitos acreditam, o especialista explica que o problema não é a falta de disciplina, mas um metabolismo inflamado e malnutrido. Para ele, a maioria das pessoas com sobrepeso consome muitas calorias e poucos nutrientes, fazendo com que o corpo tenha energia de sobra, mas não as ferramentas certas para usá-la.
“Sem minerais como magnésio, zinco, ferro, vitaminas do complexo B e proteínas completas, a célula não consegue transformar alimento em energia. O metabolismo desacelera, o corpo gasta menos e passa a armazenar gordura como forma de autoproteção”, explica. Segundo ele, o consumo adequado de micronutrientes, proteínas de alta qualidade e aminoácidos essenciais pode restaurar a chamada “segurança metabólica”, permitindo que o corpo use gordura como combustível e elimine aquilo que estava retendo.
O risco das soluções rápidas
Medicamentos e injetáveis que bloqueiam o apetite podem gerar emagrecimento aparente, mas comprometem a vitalidade e podem custar caro para o organismo, alerta Passos. “Eles bloqueiam o apetite, mas não a fome celular — e quando o corpo tenta se recuperar, vem o rebote: perda muscular, desequilíbrio hormonal e ganho de gordura ainda maior”, ressalta o especialista. Por isso, ele orienta que quem recorre a medicamentos precisa ainda mais de acompanhamento nutricional e suplementação adequada, de forma a preservar o metabolismo e evitar que a perda de peso se transforme em perda de saúde.
Suplementação e reeducação metabólica
A suplementação personalizada surge como alternativa para corrigir deficiências e acelerar a reconstrução do metabolismo. Segundo Passos, esse tipo de abordagem atua em três frentes: melhora a produção da energia celular, equilibra o sistema hormonal e reduz a inflamação que impede a queima de gordura. “Quando esses fatores são reestabelecidos, o corpo retoma seu ritmo natural. O emagrecimento deixa de ser um esforço e passa a ser consequência de um organismo equilibrado”, completa.
Puríssima
Site: https://purissima.com
Instagram: @purissima.saude
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