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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

De clássico a protagonista: o retorno do óleo de rosa mosqueta na rotina de skincare

 

Ativo tradicional reaparece nas rotinas focadas em regeneração e uniformização da pele

Em um momento em que o mercado de beleza revisita ativos com base técnica consolidada, o óleo de rosa mosqueta volta ao centro das atenções na skincare. Extraído por prensagem a frio das sementes da Rosa Canina, cultivada principalmente na região da Cordilheira dos Andes, o ativo atravessou décadas associado à regeneração da pele e agora ressurge como protagonista em rotinas mais estratégicas e simplificadas.

O movimento acompanha uma mudança mais ampla na indústria cosmética, que tem direcionado atenção à integridade da barreira cutânea. Rico em ácidos graxos essenciais, como ácido linoleico (ômega 6), alfa-linolênico (ômega 3) e oleico (ômega 9), o óleo auxilia na manutenção da hidratação e no fortalecimento da barreira celular, contribuindo para reduzir a perda de água transepidérmica.

Sua composição inclui ainda vitaminas A, C e E. A vitamina A está associada à renovação celular; a vitamina C estimula a produção de colágeno e auxilia na uniformização do tom da pele; e a vitamina E atua como antioxidante, ajudando a neutralizar os danos causados pelos radicais livres

Segundo Camila de Oliveira, farmacêutica da Epilê Cosméticos, o diferencial do ativo está na combinação entre regeneração e proteção antioxidante. “O óleo de rosa mosqueta é amplamente utilizado em protocolos voltados à recuperação da pele. Sua composição favorece a regeneração cutânea e contribui para uma aparência mais uniforme, especialmente quando inserido na rotina noturna”, explica a especialista. 

Durante anos, o óleo de rosa mosqueta foi lembrado principalmente pelo uso em cicatrizes e estrias recentes. Aos poucos, porém, ganhou espaço também nas rotinas voltadas à uniformização do tom da pele. A explicação está na sua atuação sobre a tirosinase, enzima envolvida na formação da melanina, o que ajuda a entender por que o ativo passou a ser associado a uma aparência mais homogênea e equilibrada.

No Brasil, esse movimento teve impulso quando marcas nacionais passaram a apostar no óleo de rosa mosqueta 100% puro como protagonista de suas formulações. É o caso da Epilê, do portfólio do Laboratório Aclimação, que construiu sua linha de cuidados faciais e corporais a partir do ativo e hoje dialoga com uma nova geração interessada em fórmulas com histórico de uso e base técnica.

O retorno do óleo de rosa mosqueta ao centro das conversas sobre skincare, no entanto, não se explica apenas pelo apelo natural. Em um momento em que as rotinas se tornam mais enxutas e estratégicas, cresce o interesse por ativos que entreguem múltiplas funções,  hidratação, ação antioxidante e estímulo à renovação, sem depender de combinações excessivas.

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