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sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Saúde masculina além do Novembro Azul: como os hormônios agem na rotina e na relação com o câncer de próstata

 

O mês de novembro é conhecido por conscientizar sobre o Combate ao Câncer de Próstata, por isso, trazemos a visão de um especialista sobre a relação do hormônio masculino, a testosterona, com a doença.


De acordo com Francisco Tostes (@doutortostes), sócio do Instituto Nutrindo Ideais (@nutrindoideais), especialista em medicina do esporte, atuante em endocrinologia, Mestre em Bioquímica fisiológicadurante muito tempo se acreditou que “a testosterona causa câncer de próstata”. Essa ideia veio do fato de que o tratamento do câncer avançado muitas vezes envolve bloquear os hormônios masculinos.


“Mas hoje sabemos que isso é um mito”, diz ele. Estudos modernos mostram que ter testosterona normal ou até mais alta dentro dos limites saudáveis não aumenta o risco de desenvolver câncer de próstata. O que realmente acontece é que o tumor depende da testosterona para crescer depois de já existir, mas a testosterona não é a causa do câncer.


Ou seja: a reposição hormonal, feita de forma correta e com acompanhamento, não “cria” câncer de próstata.


Outros hormônios


Além da testosterona, há outros hormônios que influenciam a saúde da próstata, principalmente os que se relacionam com alimentação, peso e resistência à insulina.


Tostes argumenta que um dos mais importantes é o IGF-1, uma substância que aumenta com o excesso de calorias e com dietas muito ricas em açúcar e carboidratos simples. Níveis muito altos de IGF-1 estão ligados a um risco maior de crescimento de tumores, inclusive de próstata.


Também sabemos que a obesidade, o sedentarismo e o consumo excessivo de álcool alteram o equilíbrio hormonal e favorecem um ambiente mais inflamatório, algo que pode contribuir para doenças da próstata.


Em resumo: o estilo de vida saudável é um dos melhores protetores hormonais que um homem pode ter.


Check-up e exames preventivos


O principal exame usado para detectar alterações na próstata é o PSA, que deve ser feito regularmente junto com a avaliação médica.


Mas o corpo dá outros sinais indiretos. Homens com sobrepeso, glicose alta, colesterol ruim e pressão elevada têm mais risco de desenvolver doenças inflamatórias e até câncer, inclusive o de próstata.


Esses marcadores não “diagnosticam” o câncer, mas servem como bandeiras vermelhas de que o metabolismo não está bem e de que é hora de cuidar da saúde como um todo.


Segundo Francisco, antes de iniciar qualquer reposição hormonal, é fundamental ter certeza de que não há câncer de próstata oculto.


Os principais exames para identificar são:


  • PSA (antígeno prostático específico);
  • Toque retal;
  • Exames de imagem como o ultrassom ou a ressonância da próstata.


Além disso, avalia-se o perfil hormonal completo e o metabolismo (glicose, colesterol, fígado, rins).


Com esses dados em mãos, o médico pode decidir com segurança se a reposição é indicada e como acompanhar ao longo do tempo.


Tratamento e interrupção de reposição hormonal


No tratamento do câncer de próstata, muitas vezes é preciso bloquear a testosterona e isso causa mudanças importantes no corpo.


Sem testosterona, o homem tende a perder massa muscular, ganhar gordura abdominal, perder massa óssea (osteoporose) e ter mais cansaço e alterações metabólicas.


“Mas atividade física e alimentação correta fazem uma diferença enorme. Treinos de força ajudam a preservar os músculos e os ossos, enquanto uma alimentação rica em proteínas, vegetais, cálcio e vitamina D ajuda a manter o metabolismo ativo e o peso sob controle”, afirma Tostes


Mesmo em tratamento, é possível manter qualidade de vida e boa forma física, desde que o paciente seja acompanhado de perto por uma equipe médica e multiprofissional.


FONTE:


Francisco Tostes (@doutortostes), sócio do Instituto Nutrindo Ideais (@nutrindoideais), especialista em medicina do esporte, atuante em endocrinologia, Mestre em Bioquímica fisiológica. RQE 53514.

O médico e sócio do Instituto Nutrindo Ideais, maior clínica multidisciplinar do Brasil, Dr. Francisco Tostes (@doutortostes) é formado há mais de 20 anos. Pós-graduado em Clínica Médica, Endocrinologia e especialista em Medicina do Esporte, mestre em Bioquímica pela UFRJ. Pesquisador em terapias hormonais, possui publicações científicas na área. Tem como foco de atuação a melhora na qualidade de vida de seus pacientes, seja através da prevenção como no tratamento de doenças.

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