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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Novo livro distingue crítica a Israel de negação do Estado judeu

 

Obra de Lilia Frankenthal propõe uma reflexão sobre antissionismo, antissemitismo e os limites entre crítica política e discurso de ódio. Foto: Divulgação.

A advogada criminalista e presidente da Aviva18, Lilia Frankenthal lança, no dia 11 de agosto, na Unibes Cultural, o livro “O Antissionismo Impossível -  História, Direito e Crime na Negação da Autodeterminação Judaica” (“The Impossible Anti-Zionism -  History, Law, and Crime in the Denial of Jewish Self-Determination”). Ao reunir história, direito penal comparado e análise da linguagem, a obra explora os significados e as consequências da negação da existência nacional do povo judeu desde a criação do Estado de Israel, em 1948, um debate que a autora considera central e frequentemente negligenciado.


Ao longo de 25 capítulos organizados em duas partes - memória e sobrevivência, e direito, antissemitismo e antissionismo - o livro percorre da destruição do Primeiro Templo às Leis de Nuremberg, do julgamento de Nuremberg à Convenção do Genocídio, e do direito comparado de países como Alemanha, França, Reino Unido, Canadá, Estados Unidos e Brasil até o uso de códigos e linguagem velada para disseminar ódio contra judeus na internet. A obra também dedica um capítulo específico à legislação brasileira, com foco na Lei 7.716/1989, no crime de injúria racial e nos limites entre crítica legítima a Israel e discurso de ódio.


Outro ponto em destaque do livro é a distinção entre criticar políticas de um governo e negar a legitimidade nacional de um povo. Para Frankenthal, a crítica a Israel é legítima e necessária em qualquer democracia. No entanto, a autora argumenta que o antissionismo contemporâneo, ao se recusar a responder o que propõe para o Estado judeu já existente, opera como uma atualização de antigas calúnias antijudaicas,  da acusação de deicídio ao mito do controle global, passando pelo libelo de sangue. 


“Há uma diferença entre criticar um Estado e negar a legitimidade nacional de um povo. Há uma diferença entre dizer que o governo israelense errou e dizer que Israel não deveria existir. Eu não escrevo contra a crítica. Escrevo contra a substituição”, pontua a advogada criminalista no capítulo de abertura.


O livro nasce também de uma trajetória pessoal e profissional. Neta de Marcos Frankenthal z”l, fundador do primeiro jornal em iídiche do Brasil, e filha do criminalista Leonardo Frankenthal z”l, Lilia Frankenthal atua há anos em casos de antissemitismo, racismo e crimes digitais à frente da Aviva18, consultoria jurídica dedicada ao enfrentamento do antissemitismo, à defesa dos direitos humanos e à promoção do debate jurídico qualificado.


O lançamento na Unibes Cultural reunirá autoridades, juristas, jornalistas e lideranças comunitárias para debater os temas centrais da obra, em um momento em que o tema do antissemitismo e a linha entre crítica política e discurso de ódio seguem no centro do debate público no Brasil e no mundo.


SERVIÇO

“O Antissionismo Impossível”, de Lilia Frankenthal

Data: Terça-feira, 11 de agosto de 2026 – 19h

Local: Unibes Cultural – R. Oscar Freire, 2500, Sumaré – São Paulo 

Entrada: Gratuita mediante inscrição no link: https://tickets.oneboxtds.com/unibescultural/events/58631


Sobre a Aviva18


A Aviva18 é uma consultoria jurídica dedicada ao enfrentamento do antissemitismo, à defesa dos direitos humanos e à promoção do debate jurídico qualificado sobre liberdade de expressão, discriminação e justiça. Fundada e presidida por Lilia Frankenthal, advogada criminalista, a organização se posiciona para a construção de entendimentos jurídicos e sociais mais precisos e comprometidos com o Estado Democrático de Direito.

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