Sintomas
A condição pode se manifestar por sintomas gastrointestinais, como diarreia, má absorção, dor e distensão abdominal, inchaço, vômitos e perda de peso.
Além das manifestações digestivas, a Doença Celíaca também pode estar associada a manifestações extraintestinais, incluindo dermatite, anemia ferropriva, osteopenia e osteoporose, deficiências nutricionais, enxaquecas, fadiga crônica, epilepsia, depressão, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), dores articulares, infertilidade, abortos espontâneos recorrentes, atraso puberal, déficit de crescimento, alterações no esmalte dentário, alterações da função hepática e aumento do risco de alguns tipos de câncer.
Tratamento
O tratamento baseia-se na adesão rigorosa e permanente à dieta sem glúten, o que inclui a exclusão de alimentos preparados com trigo, centeio e cevada, presentes em produtos como pães, massas, bolos, biscoitos, pizzas e diversos alimentos industrializados. A retirada do glúten da alimentação é fundamental para controlar a inflamação intestinal, promover a recuperação da mucosa e reduzir o risco de complicações relacionadas à Doença Celíaca.
Além da dieta, muitos pacientes podem necessitar de acompanhamento nutricional individualizado, especialmente na presença de sintomas persistentes, deficiências nutricionais ou manifestações extraintestinais. O monitoramento clínico e nutricional é importante para prevenção e manejo de alterações frequentemente observadas na doença, como anemia por deficiência de ferro, deficiência de cálcio, folato (vitamina B9) e vitamina B12, osteopenia, osteoporose, alterações neurológicas, infertilidade e manifestações dermatológicas.
Em casos mais complexos, como na doença celíaca refratária, pode ser necessário o uso de corticosteroides ou imunossupressores sob acompanhamento médico especializado.
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