A campanha nacional “Março Azul-Marinho” de alerta sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer colorretal ocorre neste dia 27 de março. Os coloproctologistas do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo reforçam a importância dos exames preventivos e da atenção às alterações do funcionamento do intestino, principalmente para as pessoas com mais de 45 anos e com histórico da doença na família.
O câncer colorretal pode atingir tanto o cólon, parte do intestino grosso, quanto o reto, região final do órgão próxima ao ânus. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), entre 2026 e 2028, no Brasil, a estimativa é registrar 53.810 novos casos da doença, com maior prevalência em mulheres. O coloproctologista e diretor do Serviço de Gastrocirurgia e Coloproctologia do HSPE, Dr. Rogerio Machado Cury, explica que o risco de desenvolvimento da doença aumenta a partir dos 50 anos.
“À medida que o quadro evolui, começam a surgir sinais que devem chamar a atenção. Entre os principais estão as mudanças no hábito intestinal: pessoas que tinham um funcionamento intestinal regular passam a apresentar diarreia frequente ou piora da constipação em um curto período”, afirma o especialista, que reforça ser comum a doença ser assintomática nos primeiros estágios.
São fatores de risco para o desenvolvimento do câncer colorretal, principalmente hábitos comportamentais, como tabagismo, sedentarismo, excesso de gordura corporal, consumo de bebidas alcoólicas, ingestão elevada de carne vermelha e carnes processadas, além do baixo consumo de alimentos ricos em fibras, como cereais integrais, leguminosas, frutas e vegetais.
“Como essa doença muitas vezes é assintomática, o rastreamento é fundamental. Quando o diagnóstico é feito em estágios iniciais, as chances de tratamento e cura aumentam significativamente. A recomendação é que todas as pessoas a partir dos 45 anos realizem a colonoscopia preventiva e, aquelas com síndromes genéticas ou histórico familiar de primeiro grau da doença, iniciem o rastreamento dez anos antes da idade do parente com câncer”, orienta o especialista.
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