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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Influenciadora revela linfoma raro após implante de silicone e alerta para sinais que não devem ser ignorados

 


A recente revelação da influenciadora Evelin Camargo sobre o diagnóstico de um tipo raro de linfoma associado ao implante de prótese de silicone trouxe novamente à tona um tema que, embora incomum, merece atenção e informação de qualidade: o Linfoma Anaplásico de Grandes Células associado ao implante mamário, conhecido pela sigla BIA-ALCL.

 

Apesar da repercussão, especialistas reforçam que o quadro é extremamente raro e que as próteses de silicone continuam sendo consideradas seguras quando utilizadas dentro dos critérios médicos e com acompanhamento adequado.

 

Segundo o Dr. Hugo Sabath, cirurgião plástico da Clínica Libria, é fundamental evitar pânico e priorizar a informação baseada em evidências.

 

“Estamos falando de uma condição incomum, com baixa incidência quando comparada ao número de cirurgias realizadas no mundo. O mais importante é que hoje temos conhecimento suficiente para identificar precocemente qualquer alteração e conduzir o tratamento com segurança”, explica o especialista.

 

O que é o linfoma associado à prótese?

 

O BIA-ALCL não é um câncer de mama. Trata-se de um tipo de linfoma um câncer do sistema linfático que pode se desenvolver na cápsula fibrosa formada naturalmente pelo organismo ao redor da prótese.

 

Na maioria dos casos descritos na literatura médica, a doença está relacionada principalmente às próteses de superfície texturizada, embora o risco absoluto continue sendo muito baixo.

 

“O linfoma não surge no tecido mamário, mas sim no fluido ou na cápsula que envolve o implante. Por isso, o acompanhamento médico é indispensável mesmo anos após a cirurgia”, destaca Dr. Hugo Sabath.

Quando esse tipo de linfoma pode surgir?

 

Um dos pontos que mais gera dúvidas entre pacientes é o tempo de aparecimento da doença. Diferente de complicações cirúrgicas imediatas, o BIA-ALCL costuma surgir tardiamente.

 

“Na maior parte dos casos, ele aparece entre 7 e 10 anos após a colocação da prótese, embora possa ocorrer antes ou depois desse período. Por isso, a paciente nunca deve abandonar o seguimento com seu cirurgião”, alerta o médico.

 

Sinais de alerta que exigem avaliação rápida

 

O especialista reforça que qualquer mudança nas mamas deve ser investigada e não apenas nos primeiros meses após a cirurgia.

 

Entre os principais sinais estão:

 

- Inchaço repentino de uma das mamas

- Acúmulo de líquido ao redor da prótese (seroma tardio)

- Dor persistente

- Endurecimento ou assimetria

- Presença de nódulos

- Alterações no formato da mama

 

“O aumento súbito de volume é um dos sintomas mais clássicos. Muitas pacientes relatam que uma mama parecia normal e, em poucos dias, ficou inchada. Esse é um sinal que precisa ser avaliado imediatamente”, explica Dr. Hugo Sabath.

 

A prótese de silicone ainda é segura?

 

Mesmo com casos que ganham repercussão, especialistas são unânimes em afirmar que a cirurgia de implante mamário possui alto índice de segurança.

 

“O medo não pode ser maior do que a informação. Milhões de mulheres têm próteses e nunca apresentarão qualquer complicação grave. O segredo está na indicação correta, na escolha de materiais aprovados pelos órgãos reguladores e no acompanhamento médico contínuo”, afirma o cirurgião.

 

Outro ponto essencial é a procedência do implante.

 

“Utilizamos próteses com certificações rigorosas, aprovadas pela Anvisa e por agências internacionais. Além disso, hoje existe uma rastreabilidade maior desses dispositivos, o que aumenta ainda mais a segurança.”

 

O diagnóstico precoce muda completamente o prognóstico

 

Quando identificado cedo, o tratamento costuma ser altamente eficaz e, em muitos casos, envolve a retirada da prótese e da cápsula ao redor do implante.

 

“O diagnóstico precoce é determinante. Quando tratado nas fases iniciais, as taxas de cura são muito altas. Por isso, reforço sempre às pacientes: notou algo diferente, procure seu cirurgião”, orienta o especialista.

 

A importância do acompanhamento a longo prazo

 

Existe um mito de que, após a recuperação da cirurgia, a paciente só precisa retornar ao consultório se desejar trocar a prótese. Isso não é verdade.

 

“A cirurgia plástica não termina no centro cirúrgico. Ela envolve acompanhamento ao longo da vida. Consultas periódicas e exames de imagem ajudam a garantir que tudo permaneça dentro da normalidade”, diz Dr. Hugo Sabath.

 

O médico também destaca que informação nas redes sociais deve ser filtrada com cautela.

 

“Casos individuais não devem ser interpretados como regra. Eles servem como alerta para reforçar a importância da medicina responsável.”

Como reduzir riscos?

 

Algumas medidas fazem toda a diferença na segurança da paciente:

 

- Escolher um cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

- Operar em hospitais com estrutura adequada

- Utilizar próteses regulamentadas

- Manter acompanhamento regular

- Realizar exames quando indicados

 

“Segurança nunca deve ser negociada. Uma cirurgia bem indicada, bem executada e acompanhada reduz drasticamente qualquer risco”, reforça.

 

Conclusão

 

A revelação da influenciadora Evelin Camargo cumpre um papel importante ao ampliar o debate sobre saúde e vigilância após cirurgias, mas também reforça a necessidade de combater a desinformação.

 

O linfoma associado à prótese de silicone é raro, tratável quando diagnosticado precocemente e não deve ser motivo para medo generalizado e sim para consciência e acompanhamento médico.

 

Como resume o Dr. Hugo Sabath, “a cirurgia plástica moderna é extremamente segura, mas exige uma parceria contínua entre médico e paciente. Informação, atenção aos sinais do corpo e seguimento adequado são as melhores ferramentas para garantir tranquilidade e bons resultados ao longo dos anos.”

Mais sobre: 

Dr. Hugo Sabath

Cirurgião Plástico – CRM 131.199/SP

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