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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Na Era dos algoritmos, até onde vai o livre-arbítrio humano?

 Ambientado em um futuro distópico, "Future Rising: A Sétima Máquina" usa o imaginário Cyberpunk para refletir sobre vigilância, inteligência artificial e a fragilidade da liberdade humana

Em um mundo governado por sistemas invisíveis, decisões automatizadas e vigilância constante, a sensação de escolha pode ser apenas uma ilusão. É a partir desse cenário caótico (e cada vez mais familiar) que o escritor Rick Schwartz elabora o enredo de Future Rising: A Sétima Máquina, ficção científica que dialoga com questões atuais como o avanço da Inteligência Artificial, o poder das megacorporações e os limites da autonomia humana.

No livro, ambientado numa atmosfera Cyberpunk, o leitor acompanha a trajetória de Zack, um soltado de elite treinado por uma agência secreta que opera acima das leis e dos governos. Aprimorado com implantes neurais e tecnologias de combate, ele é moldado para ser a peça perfeita de um sistema que controla informações, corpos e decisões. Tudo muda quando uma missão aparentemente simples se transforma em uma emboscada que o empurra para fora do sistema que ele mesmo ajudou a sustentar. Caçado, ferido e “offline”, o combatente passa de executor a inimigo do regime tecnológico.

Em paralelo, a narrativa apresenta Dr. William Sheppard, psicanalista especialista em IA, recrutado à força para integrar um projeto secreto de proporções inimagináveis. Movido pela esperança de salvar a esposa em coma, ele se vê envolvido na criação de uma AGI (Artificial General Intelligence) capaz de simular consciência humana. Ao perceber que a máquina pode se tornar algo além do controle dos próprios criadores, Dr. Sheppard passa a questionar não apenas os limites da tecnologia, mas também o conceito de humanidade.

Os caminhos do soldado traído e do cientista desiludido se cruzam em um universo dominado pela NeuroSync: corporação responsável por implantes cerebrais que conectam toda a população a uma rede de vigilância total; e pela Neuropol, uma força policial que patrulha não apenas as ruas, mas também a mente das pessoas. No centro desse sistema está o Projeto Arbiter, um algoritmo desenhado para eliminar o caos e padronizar decisões em escala global.

— Cada conexão online foi um tijolo erguido na própria prisão.
Cada 'eu aceito os termos de uso'… uma chave girando na fechadura.
Neurosync não é o futuro — disse, com a voz firme, definitiva.
— É o selo final. O ferro quente marcando a carne de toda uma espécie
que acreditava ter dominado a tecnologia.
Future Rising: A Sétima Máquina , p. 248)

Com forte influência da cultura Cyberpunk, Rick Schwartz combina ação, conspirações políticas e tecnologia avançada para criar uma narrativa marcada por caos, vigilância e erosão da autonomia individual. O autor apresenta um universo onde algoritmos decidem destinos, corporações substituem governos e a promessa de eficiência esconde mecanismos sofisticados de controle, cenário que transforma resistência e sacrifício em atos quase inevitáveis.

Mais do que uma ficção científica sobre o que futuro reserva para as pessoas, Future Rising: A Sétima Máquina se insere no debate contemporâneo no que se refere a inteligência artificial, vigilância digital e livre-arbítrio. Ao explorar dilemas como consciência, empatia e identidade em um mundo mediado por sistemas automatizados, o livro funciona como um convite para que o leitor reflita: as escolhas ainda são humanas ou já foram silenciosamente delegadas às máquinas?

Ficha técnica:
Título:  Future Rising
Autor: Rick Schwartz
Páginas:  406
ISBN: 978-6525091181
Edição : 1ª ed., 2026
Preço:  R$ 85,00
Onde encontrar: Amazon

Sobre o autor: Rick Schwartz, é empresário, nasceu em 1985 no estado de São Paulo e hoje vive em Santa Catarina com a família. Suas principais influências vão desde a filosofia, cinema, cultura geek dos anos 90 e o bom e velho Heavy Metal.

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