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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Sala de professores: o que os educadores debatem quando a porta se fecha?

 Com mais de 25 anos de docência, sociólogo Jorge Firdauz transforma vivências do ensino público em crônicas sobre salas lotadas, sobrecarga, celulares e os desafios de ensinar no Brasil

Na rotina dos espaços de descanso das escolas públicas, desenha-se o cotidiano do ensino no país. Em Sala de professores: crônicas do dia a dia, o sociólogo e professor Jorge Firdauz transforma esses bastidores em um retrato da realidade escolar de muitos municípios brasileiros. Com mais de 25 anos de experiência em sala de aula, o autor analisa o descompasso entre as diretrizes oficiais de ensino e as dinâmicas vivenciadas pelos educadores. 

O conteúdo aborda os desafios práticos do magistério, como a rotina com turmas cheias, remuneração defasada e a sobrecarga de trabalho que afeta a saúde dos docentes. Os textos reúnem relatos sobre a aprendizagem dos estudantes do ensino médio, incluindo dificuldades na interpretação de textos e os impactos do uso constante das redes sociais e celulares em sala de aula. 

Firdauz aponta, ainda, o impacto de políticas públicas como a aprovação automática, que mascara mazelas estruturais, promovendo alunos sem o domínio do conhecimento básico, e a busca pelo cumprimento de metas do Ideb. Segundo ele, a imposição de regras e a falta de suporte institucional para demandas da rotina escolar influenciam o trabalho pedagógico e a autonomia dos professores. 

O que será que está dando errado? Na sala dos professores, nos horários de recreio, nos momentos de nossos encontros pedagógicos, debatemos esta e tantas outras questões. E existe um certo consenso com relação a isso: o tamanho da escola, com suas centenas de alunos, tornou o processo pedagógico mais difícil, mais impessoal e controlador, tirando o tempo que o professor, em escolas menores, tinha de se relacionar mais intensamente e pedagogicamente com os estudantes, os próprios colegas e todo o corpo pedagógico. (Sala de professores: crônicas do dia a dia, p. 21) 

Para além dos desafios, a obra destaca a convivência entre os docentes no intervalo das aulas. As conversas, a partilha do café e a troca de experiências criam uma rede de apoio mútuo no ambiente de trabalho. É nesse espaço informal que os educadores trocam ideias pedagógicas e mantêm o compromisso com a formação dos alunos. 

Com mais de 40 anos de trajetória na Sociologia, Jorge Firdauz oferece uma reflexão direta sobre o cotidiano das escolas públicas no Brasil. Sala de professores: crônicas do dia a dia propõe um debate fundamentado na prática docente, valorizando a dimensão humana e o diálogo como caminhos para compreender os rumos do ensino. 

Ficha Técnica 

Título do livro: Sala de professores: crônicas do dia a dia
Autor: Jorge Rabello Mendes 
Editora: Paco Editorial 
ISBN/ASIN: 978-8546232543   
Páginas: 80 
Preço: R$ 35,90 
Onde comprar: Amazon | Paco Editorial 

Sobre o autor:  

Jorge Rabello Mendes, sob o pseudônimo de Jorge Firdauz, é escritor e poeta, formado em Sociologia há mais de 40 anos e atua como professor da matéria há mais de 25 anos. Possui quatro livros publicados – Diário de uma viagem à Índia, Elias em a Fábula do Castelo, Inácio e Um estranho dia na vida do jovem Amadeus Gomes de Almeida, além de prêmios em concursos de poesia e conto. Percorreu, portanto, os gêneros de poesia ao conto, passando pelo romance e agora, em seu quinto livro, aposta nas crônicas. A escrita, para ele, além do prazer estético, também tem como finalidade denunciar e anunciar possibilidades de transformação. É sua forma de tentar alertar as pessoas para as possibilidades de mudança. Instagram: @jorgefirdauz 

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