Agosto Lilás leva prevenção à violência contra a mulher para dentro das empresas - Ousados Moda

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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Agosto Lilás leva prevenção à violência contra a mulher para dentro das empresas

 

Emccamp recebe equipe especializada da Polícia Militar de Minas Gerais para orientar colaboradores sobre sinais de violência doméstica, ciclo de agressões e caminhos para buscar ajuda

A violência doméstica não começa, necessariamente, com uma agressão física. Ciúme excessivo, controle, isolamento, humilhações e chantagens podem ser os primeiros sinais de uma relação abusiva. Reconhecer esses comportamentos e saber como buscar ajuda foram alguns dos tópicos levados aos colaboradores da Emccamp Residencial durante uma ação especial do Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher.

O encontro reuniu profissionais do escritório e dos canteiros de obras, de forma presencial e online, e contou com a participação da 1ª Companhia PM Independente de Prevenção à Violência Doméstica da Polícia Militar de Minas Gerais. A atividade com o tema “Toda mulher merece viver sem medo”, integrou o Emccamp Talks, iniciativa interna criada para aproximar os colaboradores de temas relacionados ao cotidiano, desenvolvimento profissional e vida pessoal.

Durante cerca de uma hora, a sargento Gabriela e o sargento Maxwell, que atuam diretamente no atendimento especializado a mulheres em situação de violência, explicaram como identificar diferentes formas de agressão e apresentaram os mecanismos disponíveis para proteção das vítimas.

Violência vai além da agressão física

Um dos principais pontos abordados foi justamente a dificuldade de reconhecer uma situação de violência quando não existem marcas físicas. Os militares apresentaram as diferentes manifestações previstas na legislação, como as violências física, sexual, psicológica, moral e patrimonial, além da violência vicária, caracterizada quando o agressor busca atingir a mulher por meio de pessoas próximas, como filhos e familiares.

A discussão ganha relevância em 2026, ano em que a Lei Maria da Penha completa duas décadas. Apesar dos avanços na legislação e na rede de proteção, os casos de violência contra a mulher permanecem como um desafio. Durante o encontro, a PMMG apresentou o dado de que cerca de 87% das mulheres vítimas de feminicídio em Minas Gerais no último ano não possuíam medida protetiva.

Outro aspecto discutido foi o chamado ciclo da violência. Ele pode envolver uma fase inicial de aumento da tensão, seguida pela agressão e, posteriormente, pelo período conhecido como “lua de mel”, no qual podem ocorrer pedidos de desculpas, promessas de mudança e tentativas de reconciliação. A repetição desse padrão pode dificultar a percepção da vítima sobre a gravidade da situação e o rompimento da relação abusiva.

Informação também é forma de prevenção

Além de ajudar na identificação dos sinais, o encontro apresentou caminhos disponíveis para quem sofre violência ou conhece uma mulher nessa situação. Entre eles está a Radiopatrulha de Proteção à Mulher (RpPM), equipe especializada da Polícia Militar que atua em casos de violência entre parceiros íntimos.

O trabalho inclui acompanhamento e acolhimento das vítimas, encaminhamento à rede de proteção e ações voltadas à prevenção de novas agressões. Também foram reforçados os principais canais públicos para solicitação de ajuda: o 190, em situações de emergência, o 180, Central de Atendimento à Mulher, com funcionamento 24 horas e atendimento sigiloso, e o 197, da Polícia Civil.

Ao levar o tema para o ambiente corporativo, a iniciativa parte da compreensão de que os impactos da violência doméstica ultrapassam o espaço privado. As consequências podem atingir relações familiares e sociais e também refletir na rotina profissional, tornando a informação e a capacidade de reconhecer sinais importantes ferramentas de prevenção.

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