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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Vacinação avança entre idosos em Vitória mas saúde bucal ainda fica fora da prevenção

 

Enquanto a Prefeitura amplia a imunização da população acima de 60 anos, especialista alerta que problemas na boca podem agravar doenças crônicas e comprometer a qualidade de vida quando não são diagnosticados precocemente 


A Prefeitura de Vitória intensificou, nos últimos meses, as ações de imunização voltadas à população idosa, ampliando a oferta da vacina pneumocócica 23 valente para pessoas com 60 anos ou mais e mantendo a campanha de vacinação contra a gripe como uma das principais estratégias para reduzir complicações respiratórias e internações. O reforço da prevenção abre espaço para outro cuidado que ainda costuma ficar fora da rotina de muitos idosos: a avaliação odontológica periódica, considerada importante para preservar a saúde geral e evitar complicações associadas ao envelhecimento.

A cirurgiã-dentista Cristiane Vasconcellos, mestre em Clínica Odontológica Integrada e diretora clínica da Odontolar, em Vitória, especialista no atendimento odontológico de idosos, pessoas com deficiência e pacientes com mobilidade reduzida, afirma que saúde bucal e saúde sistêmica caminham juntas, principalmente entre pessoas que convivem com doenças crônicas, utilizam diversos medicamentos ou fazem uso de próteses. "As campanhas de vacinação estimulam o idoso a procurar os serviços de saúde e esse também deveria ser um momento para verificar se a boca está saudável. Infecções bucais, próteses mal adaptadas, boca seca causada por medicamentos e lesões na mucosa podem comprometer a alimentação, aumentar processos inflamatórios e prejudicar até a recuperação de outras doenças", afirma.

O Ministério da Saúde reconhece essa relação ao destacar, em seus materiais técnicos de Atenção Primária, que a saúde bucal influencia diretamente a nutrição, a fala, a socialização e o controle de doenças crônicas, tornando o acompanhamento odontológico parte do envelhecimento saudável. Entre os idosos, a prevenção ganha ainda mais importância porque alterações na cavidade oral costumam evoluir de forma silenciosa e podem afetar significativamente a qualidade de vida.

Medicamentos e próteses exigem atenção redobrada

Segundo Dra Cristiane, um dos erros mais comuns é procurar o dentista apenas quando há dor. O uso contínuo de medicamentos para hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e neurológicas, por exemplo, frequentemente reduz a produção de saliva, favorecendo cáries, infecções e problemas na adaptação das próteses. "Muitas vezes o paciente acredita que esses desconfortos fazem parte da idade, quando, na verdade, são condições que podem ser prevenidas ou tratadas com acompanhamento adequado", explica.

A especialista observa que as consultas periódicas também ajudam a identificar lesões iniciais, ajustar próteses e evitar complicações que podem levar à perda de peso, dificuldades na alimentação e redução da autonomia. Para idosos acamados ou com mobilidade reduzida, o acompanhamento odontológico domiciliar também se torna uma alternativa importante para manter esses cuidados de forma contínua.

Quando solicitar a consulta antes do tempo programado

Embora a avaliação preventiva deva fazer parte da rotina do idoso, alguns sinais exigem uma consulta odontológica antes do período programado. Dor persistente, sangramento frequente na gengiva, dificuldade para mastigar, feridas que não cicatrizam em até duas semanas, próteses que passaram a machucar, dificuldade para deglutir, dentes amolecidos, mau hálito constante e sensação recorrente de boca seca estão entre os principais alertas. Em idosos, esses sintomas também podem provocar perda de peso, queda do apetite e piora do estado geral de saúde, tornando o diagnóstico precoce ainda mais importante.

O cuidado começa antes da dor

Para a dentista, a maior mudança necessária é cultural. Assim como a vacinação passou a ser compreendida como uma medida preventiva indispensável, a avaliação odontológica também deveria integrar os cuidados regulares da terceira idade. "Não é preciso esperar sentir dor para procurar o dentista. Quando identificamos alterações no início, conseguimos evitar tratamentos mais complexos, preservar a mastigação, reduzir o risco de infecções e manter a qualidade de vida por mais tempo. E, para quem tem dificuldade de locomoção, o atendimento domiciliar permite que esse acompanhamento aconteça com segurança e conforto", conclui.

 

Sobre Cristiane Vasconcellos

Cristiane Vasconcellos é cirurgiã-dentista, mestre em Clínica Odontológica Integrada e diretora clínica da Odontolar, em Vitória (ES). Atua há mais de duas décadas no atendimento odontológico voltado à idosos, pessoas com deficiência e pacientes com mobilidade reduzida, com foco em atendimentos hospitalares, em instituições geriátricas  e atendimento domiciliares. Ao longo da carreira, consolidou sua atuação no Espírito Santo levando estrutura clínica e tecnologia até a casa de pacientes que não conseguem se deslocar até os consultórios odontológicos.

Especialista em Geriatria e Gerontologia, Odontogeriatria, Odontologia Hospitalar, Laserterapia, Prótese Dentária e Saúde Coletiva, dedica sua prática à integração entre saúde bucal, qualidade de vida e cuidado humanizado nesse tipo de pacientes.

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Sobre a Odontolar

A Odontolar é uma clínica odontológica sediada em Vitória (ES) especializada no atendimento a idosos, pessoas com deficiência e pacientes com mobilidade reduzida. Com  25 anos de atuação, a clínica se consolidou como referência no Espírito Santo em odontogeriatria, odontologia hospitalar e atendimento domiciliar, levando estrutura clínica e tecnologia para pacientes que não conseguem se deslocar até consultórios tradicionais.

Sob direção da cirurgiã-dentista Cristiane Vasconcellos, a Odontolar desenvolve um modelo de cuidado que integra atendimento humanizado, tecnologia e visão interdisciplinar. A clínica realiza tratamentos odontológicos em domicílio e também na sede fixa. Atua com recursos como laserterapia e reabilitação protética, com foco na qualidade de vida e na saúde bucal de pacientes em situações de fragilidade ou dependência.

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Fontes de pesquisa

https://www.vitoria.es.gov.br/noticia/dia-da-imunizacao-vitoria-reforca-o-papel-das-vacinas-na-saude-e-protecao-da-populacao-56592

https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/oral-health

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