
Mudanças no nível dos rios transformam a paisagem ao longo do ano e permitem diferentes experiências de natureza e cultura
Conhecida pelas praias de areia branca, Alter do Chão, distrito de Santarém (PA), entrega muito mais do que dias de descanso. Localizada na margem direita do Rio Tapajós, a região também é uma porta de entrada para a floresta e para a cultura viva das comunidades ribeirinhas, protagonistas de experiências que aproximam os visitantes dos modos de vida locais. As praias são um dos principais atrativos, mas por lá a paisagem é mutável e muda ao longo do ano de acordo com o regime das águas, que determina diferentes possibilidades de conhecer o território.
Entre agosto e dezembro, durante a temporada seca, o nível dos rios baixa e revela as praias fluviais de areia branca, além de ampliar as possibilidades de trilhas em terra firme e passeios de barco. Já entre janeiro e julho, período de cheia, as águas sobem e encobrem boa parte das praias, enquanto a floresta alagada passa a fazer parte dos roteiros, com navegação por igarapés e outras experiências ligadas ao ciclo das águas.
É a partir da diversidade de roteiros que um mesmo lugar oferece que a experiência sai do convencional e atinge outras camadas. Trilhas pela floresta, encontros com comunidades e atividades conduzidas por moradores locais colocam o viajante em contato com uma Amazônia que se revela por meio de conhecimentos ancestrais, histórias e práticas construídas e mantidas ao longo das gerações.
Floresta e uma cultura viva
Entre as experiências durante os meses de cheia, estão as trilhas, a visita à Samaúma gigante com mais de mil anos, o mergulho e banho em igarapés e a canoagem pelos igapós na Floresta Encantada. Também é possível navegar pelo Canal do Jari e pelo Encontro das Águas, com a possibilidade de avistar botos. A observação da fauna e de aves é mais uma das atividades da região.
Com as diversas possibilidades que Alter do Chão oferece, a interação com o território também aparece por meio da cultura. Oficinas de artesanato, seringa e borracha, ervas medicinais e farinhada apresentam as práticas tradicionais para os viajantes. A farinhada — vivência do processo tradicional de produção de farinha de mandioca — também faz parte das experiências. Há ainda o Pirarimbó, uma vivência de carimbó junto à piracaia, uma forma ancestral de assar peixe na brasa à beira do rio.
Na comunidade de Maguari, uma das responsáveis por transformar conhecimento em experiência para quem visita a região é Dona Nira. Responsável pela alimentação e pelas oficinas de artesanato, ela integra o grupo Natureza Viva de Biojoias e conduz atividades em que apresenta o processo de produção das peças, conta histórias e compartilha a cultura local por meio de um jantar com pratos típicos.
“É muito satisfatório para a gente contar e relatar as histórias lindas da nossa comunidade para os viajantes, eles ficam muito felizes. Sempre tem um momento que eles perguntam sobre as ervas e como eu as conheço e entendo um pouco, eu compartilho meus conhecimentos sobre para o que serve. Eles saem encantados e maravilhados”, conta.
Dona Nira recebe viajantes há anos e, ao longo do tempo, passou a oferecer um jantar para os grupos que visitam a comunidade. “Sempre fica para o último dia na comunidade, para mostrar um pouco do que a gente come e da nossa comida. Eu procuro fazer uns quatro ou cinco pratos diferentes para destacar o nosso tempero e sabor. Eu vejo que o jantar repercute muito bem e os viajantes se sentem maravilhados com os sabores diferenciados e os peixes assados na caldeirada”, afirma.
Experiências construídas pelas comunidades
Para aproximar os viajantes das comunidades e de experiências verdadeiras e marcantes, desde 2018, a Vivalá - Turismo Sustentável no Brasil atua na região em parceria com comunidades como a que Dona Nira reside, Maguari, e em Jamaraquá. A atuação envolve expedições de turismo sustentável, capacitações com os empreendedores locais e iniciativas voltadas ao desenvolvimento de pequenos negócios, sempre colocando os moradores como parte da construção dos roteiros e das experiências.
A participação dos moradores locais contribui com a geração de renda e o giro da economia, já que o trabalho durante os roteiros passa pelo desenvolvimento das próprias atividades turísticas e pela preparação dos espaços para receber os viajantes. Para Daniel Sousa, facilitador que atua com a Vivalá desde 2022, a parceria também contribui para ampliar a profissionalização de quem atua com turismo no local.
“Os locais, como comunidade e como espaço turístico, trabalham em prol de melhorar cada vez mais o desenvolvimento turístico, cada qual em seus ambientes. Desenvolvem atividades e organizam espaços para receber os visitantes que chegam por terra e por água. Transformam seus meios de vida e suas experiências em momentos únicos para aqueles que vêm buscar esse contato, mesmo que seja só para fazer trilha ou tomar banho de rio. Hoje eles estão cada vez mais organizados e buscam melhorar mais a forma de como receber os visitantes”, afirma.
Após anos de capacitação comunitária por meio de uma metodologia própria, batizada de Universidade Vivalá de Negócios, a Vivalá sente hoje os efeitos positivos desse processo de qualificação. “Tivemos uma alta de 50% no número de viajantes em Alter do Chão de 2023 a 2025, sendo este um dos nossos destinos mais buscados e melhor avaliados, com destaque para a profundidade das experiências, que faz com que as pessoas voltem pra casa inspiradas e transformadas”, explica Daniel Cabrera, cofundador e diretor executivo da Vivalá.
Alter do Chão tem maior efeito multiplicador da Vivalá
A atuação com as comunidades também gera movimentação econômica. Em 2025, foram realizadas 13 operações em Alter do Chão, com 174 viajantes embarcados, que movimentaram mais de R$ 149 mil na economia local, considerando os valores injetados pela Vivalá e apresentando o maior efeito multiplicador entre os destinos operados, com mais de 47% do valor repassado vindo de gastos indiretos dos próprios viajantes. O impacto alcançou diretamente 116 comunitários envolvidos na operação e seus familiares, enquanto a área de atuação diretamente apoiada pelo negócio social na conservação chegou a 19.388,18 hectares. Os dados são do Relatório de Impacto 2025, publicado pela Vivalá em julho deste ano.
Para quem viaja, a experiência de conhecer a região e contribuir para a economia local também pode mudar a percepção sobre o destino. A enfermeira Maria Isabel da Silva esteve no distrito há poucos meses e destaca que, antes da viagem, imaginava um lugar sóbrio e calmo, com muita vegetação e rios. Mas ao chegar, se surpreendeu com a estrutura, segurança e receptividade das pessoas, além da adaptação dos moradores às mudanças no nível dos rios.
“Vivenciar a natureza com a experiência e contato com a população local foi completamente diferente do que ficar em hotel. A experiência que mais me marcou, sem dúvida, foram os dias na comunidade Maguari, pela sua passividade, preocupação em manter tradições e natureza, mas também pelo extremo respeito que possuem pela Vivalá. Percebi um respeito à cultura local e à natureza”, afirma Maria Isabel.
Conheça a região em roteiros de grupos ou privativos
A Expedição Amazônia Alter do Chão (PA) tem opções de 4, 5 ou 8 dias e começa em Alter do Chão, com passagem pela Floresta Nacional do Tapajós e pelas comunidades de Maguari e Jamaraquá. Os roteiros incluem hospedagem, refeições previstas em cada opção, vivências culturais e de natureza, transportes fluviais e terrestres a partir do ponto de encontro até o retorno ao aeroporto de Santarém, acompanhamento do time de Facilitação e Condução Vivalá e seguro-aventura. As acomodações são em quartos compartilhados e podem ser individuais, duplos, triplos ou quádruplos, conforme disponibilidade.
Na opção de 4 dias, estão incluídas três noites em pousada de Alter do Chão, além de três cafés da manhã, dois almoços e um jantar. O investimento é a partir de R$ 3.752,50 no PIX ou transferência, com 5% de desconto. Para o roteiro de 5 dias, são duas noites em pousada de Alter do Chão e duas noites na Pousada e Redário Abílio, além de quatro cafés da manhã, três almoços, um café da tarde e dois jantares, a partir de R$ 3.942,50.
Já o roteiro de 8 dias prevê duas noites em pousada de Alter do Chão e cinco noites na Pousada e Redário Abílio, com sete cafés da manhã, seis almoços e cinco jantares, e um investimento a partir de R$ 4.835,50 no PIX ou transferência. Todas as opções de roteiro podem ser parceladas em até oito vezes sem juros ou doze vezes com juros. As inscrições não incluem passagem aérea até Santarém, traslado entre o aeroporto e Alter do Chão, refeições em Santarém no primeiro e último dia, bebidas e compras pessoais. As saídas em grupo estão programadas ao longo de todos os meses até o fim de 2027.
Além das expedições em grupo, a Vivalá oferece roteiros privativos de um dia, em parceria com a Pérola, com experiências que passam pela Floresta Nacional do Tapajós, Canal do Jari, Floresta Encantada, praias do Rio Tapajós, Rio Arapiuns e Comunidade de Coroca. Também estão entre as opções experiências como Pirarimbó, focagem de jacaré, Turismo de Cura e Farinhada. Os roteiros têm valores a partir de R$ 180 por pessoa e chegam a R$ 370, conforme a experiência escolhida. As taxas comunitárias e outros itens não incluídos variam de acordo com o roteiro, e os dias de saída devem ser consultados no momento da reserva.
Para mais informações sobre a Expedição Amazônia Alter do Chão (PA) clique aqui.
Sobre a Vivalá
A Vivalá é referência em turismo sustentável e programas de impacto socioambiental positivo, atendendo pessoas físicas e algumas das maiores organizações do país, com agendas de inovação, bioeconomia, tecnologia, cultura tradicional e responsabilidade social, promovendo experiências que buscam ressignificar a relação que as pessoas têm com o Brasil. Atualmente, a Vivalá atua em 30 operações nos biomas da Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal, em conjunto com mais de 1.600 famílias envolvidas na operação.
Com 17 prêmios e reconhecimentos nacionais e internacionais da Organização Mundial do Turismo, ONU Meio Ambiente, Braztoa, Embratur, Abeta, Fundação do Grupo Boticário, Yunus & Youth, entre tantos outros. A Vivalá tem uma operação 100% carbono neutro e é uma empresa B certificada, tendo a maior nota do setor no Brasil e a 7ª maior no mundo. Até junho de 2026, a Vivalá já contava com mais de 6 mil clientes, além de ter injetado mais de R$ 9 milhões em economias locais por meio da compra de serviços de base comunitária. Para mais informações, acesse: https://www.vivala.com.br/
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