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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Dia Nacional do Diabetes (26): Especialistas explicam diferentes tipos de diabetes e como preveni-los

 Cuidados com alimentos ricos em açúcar, carboidratos e bebidas alcoólicas devem ser redobrados em períodos festivos

 

Divulgação UniFG-BA (Freepik)

 

Com a rotina alterada pelas festas juninas e Copa do Mundo, especialistas alertam para a necessidade de equilíbrio na ingestão de alimentos mais calóricos e de bebidas, especialmente para pessoas com diabetes ou com fatores de risco para o desenvolvimento da doença. A preocupação ganha ainda mais destaque no Dia Nacional do Diabetes, 26 de junho, data dedicada à conscientização sobre a prevenção, o diagnóstico precoce e o controle adequado da condição.

 

Segundo a Federação Internacional de Diabetes, o Brasil está entre os países com maior número de adultos convivendo com o distúrbio, um cenário que exige atenção permanente da população. Durante os festejos juninos, o consumo excessivo de receitas ricas em açúcar, carboidratos e bebidas alcoólicas pode provocar picos de glicemia e contribuir para complicações em pessoas já diagnosticadas, além de favorecer o ganho de peso e o aumento do risco de desenvolver diabetes tipo 2, que ocorre quando o organismo não produz insulina suficiente ou desenvolve resistência a ela.

 

De acordo com Denis Harley, coordenador de Nutrição da UniFG Bahia, as celebrações não precisam ser sinônimo de restrições radicais, mas exigem moderação. “O importante é que o consumo seja consciente, observando as quantidades e evitando excessos. Pessoas com diabetes devem manter o acompanhamento da glicemia, respeitar os horários das refeições e ter atenção especial com doces e bebidas alcoólicas”, explica.

 

Além da alimentação, o Dia Nacional do Diabetes também chama a atenção para a importância da prática regular de atividades físicas, da manutenção do peso adequado e da realização de exames periódicos. Entre os principais sinais de alerta da doença estão sede excessiva, aumento da frequência urinária, cansaço, perda de peso sem causa aparente e visão embaçada. No entanto, em muitos casos, o diabetes pode evoluir de forma silenciosa durante anos.

 

Diabetes tipo 5, uma nova classificação

Recentemente, uma descoberta chamou a atenção da população mundial: o diabetes tipo 5. Trata-se de uma nova classificação reconhecida pela comunidade científica e está associada à desnutrição ocorrida nos primeiros anos de vida ou durante a gestação. Diferentemente dos tipos 1 e 2, essa forma da doença não está relacionada a processos autoimunes nem ao excesso de peso e à resistência à insulina. O diabetes tipo 5 afeta principalmente pessoas que viveram em condições de insegurança alimentar e pode comprometer a capacidade do pâncreas de produzir insulina adequadamente.

 

“O diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune e os anticorpos da pessoa anulam completamente a capacidade do pâncreas de produzir insulina. Com isso, a reserva de insulina se esgota em semanas ou meses após o diagnóstico. Já nos casos do diabetes tipo 5, as pessoas provavelmente sofreram uma desnutrição calórico-proteica relevante na vida intrauterina ou na primeira infância, o que causou uma diminuição das células pancreáticas produtoras de insulina, chamadas de células-beta, produzindo uma baixa secreção de insulina”, explica a endocrinologista Daniela Castro, docente da UniFG-BA, integrante da Inspirali, ecossistema da Ânima Educação que reúne 15 escolas médicas em diferentes regiões do país.

 

Outra informação destacada pela médica é que no DM1, por não ter nenhuma produção de insulina, a pessoa precisa fazer várias aplicações do hormônio para sobreviver e evitar complicações agudas e crônicas da doença de base. Já no diabetes tipo 5, existe uma reserva de insulina, embora ela não seja suficiente para controlar os níveis de açúcar no sangue. Em relação ao tipo 2, a especialista reforça que a diferença é mais óbvia, pois cerca de 90% dos casos estão ligados ao sobrepeso ou obesidade, exatamente o contrário do tipo 5.

 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, no Brasil ainda não se tem dados de prevalência do diabetes tipo 5. O reconhecimento dessa classificação representa um importante avanço para a saúde pública, especialmente em países em desenvolvimento, pois pode contribuir para tratamentos mais efetivos, além de reforçar a importância de políticas voltadas ao combate à desnutrição infantil.

 

“A classificação desse tipo de diabetes é importante para que seus sintomas e causas sejam mais conhecidos, levando a um diagnóstico mais preciso. Lembrando que o tratamento não envolve apenas insulina, mas também um adequado aporte calórico, de proteínas e de micronutrientes”, completa a médica Daniela Castro.

 

Sobre a UniFG BA

Com 23 anos de atuação, a UniFG tem sido um agente de transformação no interior da Bahia por meio do ensino, da pesquisa e da extensão. Presente nas cidades de Guanambi e Brumado, oferece mais de 30 cursos de graduação e conta com a maior infraestrutura universitária da região. Reconhecida com conceito máximo (nota 5) pelo MEC, a UniFG passou a integrar, em 2020, o Ecossistema Ânima, o maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil. A excelência acadêmica se reflete também nos resultados: uma pesquisa com egressos realizada em 2023 mostrou que 83% dos formandos da UniFG se inserem no mercado de trabalho logo após a graduação. Seguindo essa tendência, o curso de Direito da instituição é avaliado com nota máxima pelo MEC, e o compromisso social se concretiza através do Centro Integrado de Saúde e Serviço (CISS), que já realizou mais de 100 mil atendimentos à comunidade.

Saiba mais em: www.centrouniversitariounifg.edu.br

 

Sobre a Ânima Educação

Com o propósito de transformar o Brasil através da educação, a Ânima é o maior e mais inovador ecossistema de educação e impacto para o Brasil, com um portfólio de marcas valiosas e um dos principais players de educação continuada na área médica. A companhia é composta por cerca de 360 mil estudantes, distribuídos em 18 instituições de ensino superior e aproximadamente 380 polos educacionais em todo o país. 

Integradas ao Ecossistema Ânima também estão marcas especialistas em suas áreas de atuação, como HSM, HSM University, EBRADI, Le Cordon Bleu São Paulo, SingularityU Brazil, Inspirali, Community Creators Academy, Learning Village — primeiro hub de inovação e educação da América Latina — e Instituto Ânima. 

Desde 2013, a companhia está listada na Bolsa de Valores no segmento Novo Mercado, que reúne empresas com os mais elevados padrões de governança corporativa. Em 2023, a Forbes, uma das mais respeitadas publicações de negócios e economia do mundo, incluiu a Ânima entre as 10 companhias mais inovadoras do país. Além disso, a Presidente, Paula Harraca, foi reconhecida como Executiva de Valor na categoria Educação, na edição de 2026 do Prêmio Executivo de Valor, que destaca os gestores que mais se destacam à frente de empresas e organizações.

 

Sobre a Inspirali

Criada em 2019, a Inspirali atua na gestão de escolas médicas do Ecossistema Ânima e é uma das principais empresas de ensino superior de Medicina no Brasil, com mais de 13 mil alunos e 15 instituições localizadas em São Paulo, Piracicaba, São José dos Campos e Cubatão (SP), Belo Horizonte e Vespasiano (MG), Salvador, Irecê, Jacobina, Guanambi e Brumado (BA), Florianópolis e Tubarão (SC), Natal (RN) e Tucuruí (PA). As graduações em Medicina seguem modelo acadêmico reconhecido entre os mais inovadores do mundo e pensado para formar profissionais de alta performance com uma visão integral do ser humano. Os alunos são incentivados a participarem de ações humanitárias para vivenciarem uma experiência fora de sala de aula e realizam atendimentos, desde as primeiras fases, às comunidades nos 14 Centros Integrados de Saúde (CIS) e diversos hospitais, em parceria com o SUS.

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