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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

A vida com diabetes no BBB: presença de Babu Santana no programa alerta sobre riscos de negligência com a doença

 

 

A trajetória artística do ator Babu Santana se tornou um marco importante para a conscientização sobre o diabetes no Brasil, especialmente após sua recente entrada no Big Brother Brasil, onde ele tem compartilhado sua rotina como pessoa com diabetes, condição que afeta 16,8 milhões de adultos no país, segundo o Ministério da Saúde¹, mas que frequentemente é negligenciada. Uma pesquisa recente do The Lancet Diabetes & Endocrinology² mostra que, apesar de 93,3% dos diagnosticados brasileiros com diabetes estarem em tratamento, apenas 35,4% deles apresentaram glicose em níveis adequados no período avaliado.

Durante o BBB, Babu frequentemente ressalta que sua condição física exige atenção constante, mas não impede a realização de sonhos e uma vida plena, trazendo visibilidade necessária à importância do conhecimento sobre os diferentes tipos da doença e aos cuidados essenciais para se evitar riscos à saúde.


O que é diabetes?

O diabetes caracteriza-se pela incapacidade do organismo em produzir ou utilizar adequadamente a insulina, resultando em níveis elevados de glicose no sangue que podem causar danos severos aos rins, olhos e sistema cardiovascular se não houver um diagnóstico precoce. Enquanto o diabetes tipo 1 é uma doença autoimune geralmente identificada na infância ou adolescência, que exige a reposição externa de insulina, o tipo 2 está frequentemente ligado a fatores genéticos e ao estilo de vida, exigindo monitoramento rigoroso para prevenir complicações. Babu, por exemplo, convive com o tipo 2, doença que ele desenvolveu e diagnosticou na vida adulta.


O controle da glicemia tem sido tradicionalmente realizado por meio de testes de glicemia capilar, os conhecidos "testes de ponta de dedo", que utilizam glicosímetros para fornecer leituras pontuais e imediatas do nível de açúcar no sangue. Embora fundamentais para o automonitoramento, esses testes oferecem apenas uma ‘fotografia’ do momento, podendo não mostrar flutuações rápidas ou episódios de hipoglicemia noturna uma vez que o paciente precisa fazer a ponta de dedo e a leitura não é automática.


Recentemente, soluções disruptivas foram lançadas no mercado, revolucionando a vida das pessoas com diabetes. O Accu-Chek SmartGuide da Roche Diagnóstica, por exemplo, representa a evolução para o monitoramento contínuo de glicose (CGM), utilizando um sensor subcutâneo que mede a glicose de forma ininterrupta por até 14 dias. A principal vantagem desse sistema sobre os métodos convencionais está em sua capacidade preditiva: enquanto o glicosímetro e outros sensores de glicose informam o estado atual, o SmartGuide utiliza algoritmos de inteligência artificial para prever tendências futuras, como o risco de hipoglicemia com 30 min de antecedência, variações de Hipo ou Hiperglicemias das próximas 2 horas e também com a possibilidade de te dar o risco noturno de hipoglicemia das próximas 7 horas de sono.


“Hoje, entendo que falar sobre isso é salvar vidas, especialmente nas periferias, onde muita gente não tem informação nem acompanhamento médico", disse Babu recentemente, durante o lançamento do Accu-Chek SmartGuide, evento em que o ator esteve presente. "No meu caso, dieta e exercícios resolvem. Mas eu faço peça, sou diretor, gravo filmes e comerciais, quando teria tempo de parar e furar o dedo? Com o sensor, são dois toques no celular e você já fica informado e sabe como agir."


Referências: 

1. Fonte: Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF).

https://bvsms.saude.gov.br/26-6-dia-nacional-do-diabetes-4/

2. Fonte : The Lancet Diabetes & Endocrinology

https://saude.abril.com.br/coluna/futuro-do-diabete/controle-diabetes-brasil-the-lancet/

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