Mais de 80% de estudantes de inglês estão travados no nível básico, revela relatório de proficiência da BeConfident - Ousados Moda

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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Mais de 80% de estudantes de inglês estão travados no nível básico, revela relatório de proficiência da BeConfident

 

Report de Proficiência da BeConfident analisou 1,6 milhão de testes de nivelamento, 2,5 milhões de conversas com inteligência artificial e identificou as principais barreiras, hábitos e motivações de quem busca aprender inglês

Cerca de 80,6% dos estudantes de inglês estão nos níveis iniciante (A1) ou básico (A2). É o que revela o novo Report de Proficiência em Inglês realizado pela BeConfident, maior plataforma de educação para o ensino de inglês com inteligência artificial da América Latina. O levantamento, baseado na análise de uma base de 2,7 milhões usuários, 1,6 milhões de testes de nivelamento. Com usuários distribuídos em diferentes países, mas composta majoritariamente por brasileiros, a análise oferece um dos maiores levantamentos já realizados sobre comportamento, proficiência e hábitos de aprendizagem de inglês na região.

O estudo mostra que enquanto apenas 19,3% atingem o nível intermediário (B1), considerado o patamar mínimo para comunicação profissional em muitos contextos. Menos de 0,1% alcança os níveis avançados de proficiência (B2 ou superior). Os números sugerem que muitos estudantes compreendem regras e estruturas gramaticais, mas encontram dificuldades para construir repertório e utilizar o idioma em situações reais de comunicação. Apesar da média de desempenho em gramática entre os usuários avaliados ter sido de 91 pontos em uma escala de 100, um bom resultado, a média de vocabulário ficou em apenas 55 pontos.

“Os resultados mostram que o problema não está necessariamente no conhecimento formal da língua. Os números sugerem que muitos estudantes compreendem regras e estruturas gramaticais, mas encontram dificuldades para construir repertório e utilizar o idioma em situações reais de comunicação", avalia o CEO da BeConfident, Robson Amorim.

A maior dificuldade não é gramática: é falar

No recorte sobre dificuldades de aprendizagem, a BeConfident identificou que os maiores obstáculos para evolução no idioma estão ligados à comunicação oral. A principal barreira apontada foi a pronúncia correta (22%), gramática (16,3%), expansão de vocabulário (14,6%), disciplina e consistência (14,4%), não ter com quem praticar (12,5%), entender nativos (12,3%) e  falta de tempo (8,4%).

“A combinação entre dificuldades de pronúncia, receio de errar e ausência de parceiros de conversação forma uma espécie de ‘tríade da paralisia’, que impede muitos alunos de transformar aprendizado passivo em fluência prática", analisa Robson.

Gênero: uma base equilibrada, mas com objetivos diferentes

Ao contrário da percepção de que aplicativos de idiomas atraem predominantemente mulheres, a base de alunos BeConfident apresenta equilíbrio quase absoluto entre os gêneros: 50,2% dos usuários são mulheres e 49,8% são homens.

O que muda significativamente são as motivações para aprender inglês. Entre os homens, quase metade dos usuários masculinos (48,5%) afirma estudar inglês para impulsionar a trajetória profissional, participar de negociações internacionais ou acessar melhores oportunidades de trabalho.

Já entre as mulheres, embora “carreira” também apareça como uma motivação relevante (34,8%), o principal diferencial está em objetivos ligados à mobilidade internacional: 31,6% estudam inglês para viagens, contra 24,7% dos homens. As mulheres também apresentam maior interesse em intercâmbios e experiências acadêmicas internacionais, com 11,9% citando estudo no exterior, ante 9,9% dos homens. Veja no gráfico abaixo a comparação completa:

A prática do inglês acontece depois do expediente

A análise de mais de 2,5 milhões de conversas realizadas na plataforma mostra que o aprendizado está fortemente concentrado no período noturno. Os horários mais movimentados são as 22h (261.496 conversas), meia-noite (224.247 conversas) e 23h (216.667 conversas). Já os menores volumes foram observados entre 6h e 7h da manhã. Entre os dias da semana, a terça-feira apresentou o maior volume de prática, enquanto o domingo registrou a menor atividade.

“O comportamento sugere que o estudo do idioma foi incorporado como uma atividade complementar à rotina profissional e familiar, concentrando-se principalmente entre o fim do dia e o horário de descanso", explica o CEO da BeConfident.

Pessoas acima dos 35 anos lideram a busca pelo idioma

Ao contrário da percepção de que plataformas digitais de aprendizagem são dominadas por jovens estudantes, os dados da BeConfident mostram uma realidade bastante diferente. A análise da base revela que 61,4% dos usuários possuem mais de 35 anos, enquanto apenas 5,7% estão na faixa de 18 a 25 anos. O maior grupo da plataforma é composto por usuários entre 36 e 45 anos, que representam sozinhos 40,1% da amostra analisada, seguido pelas faixas de 46 a 55 anos (21,3%) e 26 a 35 anos (20,8%).

“Os números sugerem uma mudança importante no perfil de quem busca aprender inglês atualmente. Em vez de estudantes universitários ou recém-formados, o idioma passou a ser uma demanda crescente entre profissionais já inseridos no mercado, muitas vezes ocupando posições de liderança, gestão ou especialização técnica. Para esse público, o inglês deixou de ser apenas um diferencial curricular e passou a representar uma competência necessária para acompanhar um ambiente de negócios cada vez mais internacionalizado, digital e competitivo", analisa Robson.

Jovens apresentam melhor desempenho, mas a diferença é menor do que se imagina

O estudo também analisou a relação entre idade e proficiência, identificando diferenças relativamente pequenas entre as gerações. Os melhores resultados aparecem entre usuários de 26 a 35 anos, faixa em que 29% atingem níveis intermediários ou superiores (B1+). Já entre os usuários com mais de 55 anos, esse percentual é de 22,9%. Outro dado que chama atenção é a evolução gradual do percentual de iniciantes. Enquanto 36,1% dos usuários de 26 a 35 anos estão no nível A1, esse percentual sobe para 40,9% entre aqueles com mais de 55 anos.

Confira o detalhamento desta visão no gráfico a seguir:

Metodologia

O Relatório de Proficiência de Inglês da BeConfident foi construído a partir da análise de uma base de 2.758.318 usuários cadastrados, tornando-se uma das maiores iniciativas de inteligência de dados aplicadas ao aprendizado de idiomas na América Latina.

A amostra contempla 1.637.424 testes de nivelamento concluídos e 47.159.468 registros de palavras aprendidas, coletados entre 2023 e abril de 2026.

A classificação de proficiência utilizada no estudo segue o padrão internacional CEFR (Common European Framework of Reference for Languages), que categoriza os alunos entre os níveis A1 e C2. Informações demográficas e profissionais foram fornecidas pelos próprios usuários durante o cadastro.

Sobre a BeConfident

A BeConfident é uma edtech brasileira fundada em 2023 que utiliza inteligência artificial multimodal para transformar o ensino de inglês em uma experiência personalizada, fluida e totalmente democrática. A maior plataforma de IA para educação da América Latina opera de forma integrada via WhatsApp, aplicativo próprio e web, com a oferta de prática de conversação ilimitada (em texto, áudio, ligações e vídeo) com tutores e avatares hiper-realistas disponíveis 24 horas por dia. Venceu o HackBrazil (promovido por Harvard e MIT), ganhou selo de "100 Startups to Watch”da PEGN em 2025 e foi eleita o melhor curso de idiomas do país pelo Reclame Aqui em 2024. Já são 3 milhões de usuários e 200 mil assinantes pagantes, com a missão de romper as barreiras do idioma e impactar 100 milhões de pessoas nos próximos cinco anos.

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