
Report de Proficiência da BeConfident analisou 1,6 milhão de testes de nivelamento, 2,5 milhões de conversas com inteligência artificial e identificou as principais barreiras, hábitos e motivações de quem busca aprender inglês
Cerca de 80,6% dos estudantes de inglês estão nos níveis iniciante (A1) ou básico (A2). É o que revela o novo Report de Proficiência em Inglês realizado pela BeConfident, maior plataforma de educação para o ensino de inglês com inteligência artificial da América Latina. O levantamento, baseado na análise de uma base de 2,7 milhões usuários, 1,6 milhões de testes de nivelamento. Com usuários distribuídos em diferentes países, mas composta majoritariamente por brasileiros, a análise oferece um dos maiores levantamentos já realizados sobre comportamento, proficiência e hábitos de aprendizagem de inglês na região.
O estudo mostra que enquanto apenas 19,3% atingem o nível intermediário (B1), considerado o patamar mínimo para comunicação profissional em muitos contextos. Menos de 0,1% alcança os níveis avançados de proficiência (B2 ou superior). Os números sugerem que muitos estudantes compreendem regras e estruturas gramaticais, mas encontram dificuldades para construir repertório e utilizar o idioma em situações reais de comunicação. Apesar da média de desempenho em gramática entre os usuários avaliados ter sido de 91 pontos em uma escala de 100, um bom resultado, a média de vocabulário ficou em apenas 55 pontos.
“Os resultados mostram que o problema não está necessariamente no conhecimento formal da língua. Os números sugerem que muitos estudantes compreendem regras e estruturas gramaticais, mas encontram dificuldades para construir repertório e utilizar o idioma em situações reais de comunicação", avalia o CEO da BeConfident, Robson Amorim.
A maior dificuldade não é gramática: é falar
No recorte sobre dificuldades de aprendizagem, a BeConfident identificou que os maiores obstáculos para evolução no idioma estão ligados à comunicação oral. A principal barreira apontada foi a pronúncia correta (22%), gramática (16,3%), expansão de vocabulário (14,6%), disciplina e consistência (14,4%), não ter com quem praticar (12,5%), entender nativos (12,3%) e falta de tempo (8,4%).
“A combinação entre dificuldades de pronúncia, receio de errar e ausência de parceiros de conversação forma uma espécie de ‘tríade da paralisia’, que impede muitos alunos de transformar aprendizado passivo em fluência prática", analisa Robson.
Gênero: uma base equilibrada, mas com objetivos diferentes
Ao contrário da percepção de que aplicativos de idiomas atraem predominantemente mulheres, a base de alunos BeConfident apresenta equilíbrio quase absoluto entre os gêneros: 50,2% dos usuários são mulheres e 49,8% são homens.
O que muda significativamente são as motivações para aprender inglês. Entre os homens, quase metade dos usuários masculinos (48,5%) afirma estudar inglês para impulsionar a trajetória profissional, participar de negociações internacionais ou acessar melhores oportunidades de trabalho.
Já entre as mulheres, embora “carreira” também apareça como uma motivação relevante (34,8%), o principal diferencial está em objetivos ligados à mobilidade internacional: 31,6% estudam inglês para viagens, contra 24,7% dos homens. As mulheres também apresentam maior interesse em intercâmbios e experiências acadêmicas internacionais, com 11,9% citando estudo no exterior, ante 9,9% dos homens. Veja no gráfico abaixo a comparação completa:

A prática do inglês acontece depois do expediente
A análise de mais de 2,5 milhões de conversas realizadas na plataforma mostra que o aprendizado está fortemente concentrado no período noturno. Os horários mais movimentados são as 22h (261.496 conversas), meia-noite (224.247 conversas) e 23h (216.667 conversas). Já os menores volumes foram observados entre 6h e 7h da manhã. Entre os dias da semana, a terça-feira apresentou o maior volume de prática, enquanto o domingo registrou a menor atividade.
“O comportamento sugere que o estudo do idioma foi incorporado como uma atividade complementar à rotina profissional e familiar, concentrando-se principalmente entre o fim do dia e o horário de descanso", explica o CEO da BeConfident.
Pessoas acima dos 35 anos lideram a busca pelo idioma
Ao contrário da percepção de que plataformas digitais de aprendizagem são dominadas por jovens estudantes, os dados da BeConfident mostram uma realidade bastante diferente. A análise da base revela que 61,4% dos usuários possuem mais de 35 anos, enquanto apenas 5,7% estão na faixa de 18 a 25 anos. O maior grupo da plataforma é composto por usuários entre 36 e 45 anos, que representam sozinhos 40,1% da amostra analisada, seguido pelas faixas de 46 a 55 anos (21,3%) e 26 a 35 anos (20,8%).
“Os números sugerem uma mudança importante no perfil de quem busca aprender inglês atualmente. Em vez de estudantes universitários ou recém-formados, o idioma passou a ser uma demanda crescente entre profissionais já inseridos no mercado, muitas vezes ocupando posições de liderança, gestão ou especialização técnica. Para esse público, o inglês deixou de ser apenas um diferencial curricular e passou a representar uma competência necessária para acompanhar um ambiente de negócios cada vez mais internacionalizado, digital e competitivo", analisa Robson.
Jovens apresentam melhor desempenho, mas a diferença é menor do que se imagina
O estudo também analisou a relação entre idade e proficiência, identificando diferenças relativamente pequenas entre as gerações. Os melhores resultados aparecem entre usuários de 26 a 35 anos, faixa em que 29% atingem níveis intermediários ou superiores (B1+). Já entre os usuários com mais de 55 anos, esse percentual é de 22,9%. Outro dado que chama atenção é a evolução gradual do percentual de iniciantes. Enquanto 36,1% dos usuários de 26 a 35 anos estão no nível A1, esse percentual sobe para 40,9% entre aqueles com mais de 55 anos.
Confira o detalhamento desta visão no gráfico a seguir:

Metodologia
O Relatório de Proficiência de Inglês da BeConfident foi construído a partir da análise de uma base de 2.758.318 usuários cadastrados, tornando-se uma das maiores iniciativas de inteligência de dados aplicadas ao aprendizado de idiomas na América Latina.
A amostra contempla 1.637.424 testes de nivelamento concluídos e 47.159.468 registros de palavras aprendidas, coletados entre 2023 e abril de 2026.
A classificação de proficiência utilizada no estudo segue o padrão internacional CEFR (Common European Framework of Reference for Languages), que categoriza os alunos entre os níveis A1 e C2. Informações demográficas e profissionais foram fornecidas pelos próprios usuários durante o cadastro.
Sobre a BeConfident
A BeConfident é uma edtech brasileira fundada em 2023 que utiliza inteligência artificial multimodal para transformar o ensino de inglês em uma experiência personalizada, fluida e totalmente democrática. A maior plataforma de IA para educação da América Latina opera de forma integrada via WhatsApp, aplicativo próprio e web, com a oferta de prática de conversação ilimitada (em texto, áudio, ligações e vídeo) com tutores e avatares hiper-realistas disponíveis 24 horas por dia. Venceu o HackBrazil (promovido por Harvard e MIT), ganhou selo de "100 Startups to Watch”da PEGN em 2025 e foi eleita o melhor curso de idiomas do país pelo Reclame Aqui em 2024. Já são 3 milhões de usuários e 200 mil assinantes pagantes, com a missão de romper as barreiras do idioma e impactar 100 milhões de pessoas nos próximos cinco anos.
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