“A palavra colágeno aparece em muitos produtos, mas eles não agem da mesma forma no organismo”, afirma a dermatologista Joana Petito Magnavita
Créditos: Divulgação | @harmonizegoldoficial | CO ASSESSORIA
Batom com colágeno, creme facial, máscaras, gummies, pós, cápsulas e até água enriquecida com a proteína passaram a disputar o mesmo espaço nas prateleiras da beleza. A palavra é a mesma, mas o caminho até a pele muda completamente de um produto para outro.
Quando aplicado sobre a pele, o colágeno convencional tende a permanecer nas camadas mais superficiais, podendo contribuir para hidratação, maciez e melhora temporária da aparência. Isso, porém, não equivale à reposição das fibras de colágeno que dão sustentação às camadas mais profundas.
Segundo a dermatologista Joana Petito Magnavita (CRM5287226-0), médica da Harmonize Gold, é justamente aí que nasce boa parte da confusão. “Um creme, uma máscara ou um batom pode melhorar a hidratação e a aparência da pele sem que o colágeno presente na fórmula esteja chegando à derme e se transformando em uma nova fibra. Ter colágeno no rótulo não significa repor colágeno na pele”, explica.
Quando o produto é ingerido, a lógica muda. Gummies, cápsulas, pós e águas com colágeno passam pelo sistema digestivo, onde a proteína é quebrada em aminoácidos e pequenos peptídeos que podem ser absorvidos pelo organismo. Isso não significa, porém, que o colágeno consumido vá intacto ou exclusivamente para a pele.
A água com colágeno segue a mesma rota de outras formas de suplementação oral. Já os bioestimuladores partem de outro princípio: são aplicados diretamente no tecido para provocar uma resposta local do próprio organismo relacionada à produção de colágeno.
Para Joana, a principal diferença está no caminho que cada produto percorre e no tipo de resposta que pode provocar. “Não existe um único caminho do colágeno até a pele. O creme atua principalmente na superfície, o suplemento passa pelo organismo e o bioestimulador trabalha a partir de uma resposta local do próprio tecido. Por isso, mais importante do que procurar a palavra ‘colágeno’ é entender o que aquele produto realmente consegue fazer”, conclui.
Nenhum comentário:
Postar um comentário