Especialista destaca benefícios no controle de doenças como a asma e reforça impactos positivos na capacidade funcional e na qualidade de vida
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Celebrada como uma das atividades físicas mais completas, a natação ganha ainda mais relevância no cuidado com a saúde pulmonar. No Dia da Natação (8 de abril), especialistas chamam atenção para os benefícios da prática no fortalecimento do sistema respiratório, especialmente para pessoas que convivem com doenças como a asma.
Dados do Ministério da Saúde apontam que as doenças respiratórias estão entre as principais causas de atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS), com destaque para condições crônicas como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Já a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia reforça que a prática regular de atividade física é uma estratégia importante para melhorar a qualidade de vida desses pacientes.
De acordo com a pneumologista Nathalia Diniz, professora da Afya Garanhuns, a natação se destaca por atuar diretamente na mecânica da respiração. “Essa é uma das melhores atividades físicas para o sistema respiratório porque, além de fortalecer os músculos usados na respiração, também ajuda a coordenar inspiração e expiração, o que melhora a eficiência ventilatória”, explica.
Segundo a especialista, o grande diferencial do esporte está na combinação de fatores que potencializam os ganhos respiratórios. “Ela reúne controle respiratório, exercício aeróbico contínuo e um ambiente com maior umidade e menor exposição a partículas inaláveis. Isso reduz a perda de água pelas vias aéreas e diminui a chance de broncoconstrição induzida pelo exercício”, destaca. Ela ressalta, porém, que é importante dar preferência a piscinas bem ventiladas, pois o acúmulo de subprodutos do cloro pode atuar como irritante das vias aéreas em pessoas mais sensíveis.
A prática também contribui diretamente para o fortalecimento dos músculos respiratórios, como o diafragma e os intercostais, tornando a respiração mais eficiente no dia a dia. “Com isso, a respiração se torna mais eficiente, o ar entra e sai com mais facilidade e há redução da sensação de falta de ar”, completa.
Para pacientes com doenças respiratórias, a natação pode ser uma importante aliada no tratamento, desde que com acompanhamento adequado. “Com relação à asma, a atividade melhora o condicionamento físico e pode contribuir para a redução da hiperresponsividade brônquica ao longo do tempo”, afirma.
A médica ressalta, no entanto, que a prática não substitui o tratamento medicamentoso, funcionando como complemento terapêutico.
Cuidados e recomendação
Apesar dos benefícios, é importante atenção a alguns cuidados. A natação deve ser evitada em casos de aumento dos sintomas de doença pré-existente, infecções respiratórias ativas ou em pacientes com sensibilidade ao cloro. “Na maioria dos casos, a natação é segura, desde que a doença esteja controlada e haja avaliação médica prévia, principalmente em quadros moderados ou graves”, orienta Nathalia.
Frequência e qualidade de vida
Para alcançar resultados significativos, a recomendação é manter regularidade na prática, respeitando a condição clínica individual. Além dos ganhos respiratórios, a natação também promove benefícios amplos, como melhora do condicionamento cardiovascular, fortalecimento muscular, controle do peso e redução da ansiedade. “Quem tem doença respiratória pode e deve se exercitar, mas com consciência. O ideal é começar de forma leve, respeitar os limites do corpo e manter a regularidade. Com orientação adequada, a natação pode transformar a qualidade de vida desses pacientes”, conclui a especialista.
Sobre Saúde
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Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023).
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