Durante as férias, o aumento do contato com o mar, piscinas e atividades aquáticas exige atenção especial à saúde dos ouvidos. A exposição frequente à umidade pode favorecer infecções como a otite externa, conhecida como ouvido de nadador. Segundo o Rafael Monaco, otorrinolaringologista do Hospital Santa Paula, da Rede Américas, cuidados simples ajudam a prevenir dor, inflamações e perda auditiva temporária, já que o ouvido é uma região sensível e a combinação de água, calor e umidade favorece a proliferação de fungos e bactérias.
Para as crianças, a atenção deve ser redobrada. “O canal auditivo infantil é mais estreito e o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento, o que facilita a retenção de água e aumenta o risco de infecções no verão, período em que elas ficam mais tempo em piscinas e praias”, explica Juliana Sobral, pediatra da Maternidade Brasília.
1. Evite entrar na água com dor ou infecção no ouvido:
O contato com o mar ou a piscina pode agravar quadros inflamatórios, aumentar a dor e retardar a recuperação.
O contato com o mar ou a piscina pode agravar quadros inflamatórios, aumentar a dor e retardar a recuperação.
2. Seque bem os ouvidos após o banho de mar ou piscina:
Inclinar a cabeça para os lados e utilizar uma toalha limpa é suficiente para remover o excesso de água, sem a necessidade de introduzir objetos no ouvido.
Inclinar a cabeça para os lados e utilizar uma toalha limpa é suficiente para remover o excesso de água, sem a necessidade de introduzir objetos no ouvido.
3. Não manipule o ouvido com cotonetes ou objetos pontiagudos:
Evite ficar mexendo no ouvido, pois a manipulação frequente pode empurrar a cera para dentro do canal auditivo, aumentando o risco de inflamações, infecções e até lesões no tímpano. Além disso, a cera não deve ser removida constantemente: ela funciona como um impermeabilizante e um protetor natural do canal auditivo, ajudando a impedir a entrada de água, poeira e microrganismos.
Evite ficar mexendo no ouvido, pois a manipulação frequente pode empurrar a cera para dentro do canal auditivo, aumentando o risco de inflamações, infecções e até lesões no tímpano. Além disso, a cera não deve ser removida constantemente: ela funciona como um impermeabilizante e um protetor natural do canal auditivo, ajudando a impedir a entrada de água, poeira e microrganismos.
4. Utilize protetores auriculares se tiver histórico de otites:
Pessoas com infecções recorrentes, especialmente crianças, se beneficiam do uso de protetores específicos para atividades aquáticas.
Pessoas com infecções recorrentes, especialmente crianças, se beneficiam do uso de protetores específicos para atividades aquáticas.
5. Evite piscinas sem tratamento adequado:
A água contaminada é uma das principais causas de infecção do ouvido externo durante o verão.
A água contaminada é uma das principais causas de infecção do ouvido externo durante o verão.
6. Não use fones de ouvido logo após sair da água:
A umidade associada ao calor cria um ambiente favorável à proliferação de fungos e bactérias.
A umidade associada ao calor cria um ambiente favorável à proliferação de fungos e bactérias.
7. Não tente destampar o ouvido com manobras caseiras:
Introduzir objetos ou realizar técnicas inadequadas pode agravar o problema e causar lesões.
Introduzir objetos ou realizar técnicas inadequadas pode agravar o problema e causar lesões.
8. Fique atento aos sinais de alerta:
Dor, coceira intensa, secreção, zumbido ou diminuição da audição devem ser avaliados por um especialista. Em bebês e crianças pequenas, irritabilidade, choro frequente, febre, dificuldade para dormir ou o hábito de puxar a orelha também merecem atenção. “Muitas vezes a criança não consegue verbalizar a dor, e esses comportamentos são os principais sinais de alerta para os pais”, destaca Juliana Sobral.
Dor, coceira intensa, secreção, zumbido ou diminuição da audição devem ser avaliados por um especialista. Em bebês e crianças pequenas, irritabilidade, choro frequente, febre, dificuldade para dormir ou o hábito de puxar a orelha também merecem atenção. “Muitas vezes a criança não consegue verbalizar a dor, e esses comportamentos são os principais sinais de alerta para os pais”, destaca Juliana Sobral.
9. Durante viagens de avião, equalize a pressão dos ouvidos:
Mastigar, bocejar ou engolir saliva durante a decolagem e o pouso ajuda a evitar desconforto. Amamentar lactantes também ajuda na decolagem e pouso.
Mastigar, bocejar ou engolir saliva durante a decolagem e o pouso ajuda a evitar desconforto. Amamentar lactantes também ajuda na decolagem e pouso.
10. Quando procurar um médico:
Os sinais de alerta que devem fazer o paciente procurar atendimento do especialista com brevidade são: dor intensa; saída de secreção; ouvido “tampado” e febre. O diagnóstico precoce evita complicações e tratamentos mais prolongados.
Os sinais de alerta que devem fazer o paciente procurar atendimento do especialista com brevidade são: dor intensa; saída de secreção; ouvido “tampado” e febre. O diagnóstico precoce evita complicações e tratamentos mais prolongados.
Segundo o especialista, a maioria dos problemas auditivos nas férias pode ser evitada com medidas simples de prevenção e atenção aos primeiros sinais do corpo - ignorar sintomas iniciais pode levar a infecções mais graves e prolongar o tratamento. “Férias devem ser um período de descanso e bem-estar. Com cuidados básicos e orientação adequada, é possível aproveitar o verão sem prejuízos à saúde”, conclui Monaco.
Sobre a Rede Américas
A Rede Américas é a segunda maior rede de hospitais do Brasil, com atuação em oito estados (SP, RJ, PR, BA, PE, MA, SE, RN) e no DF. São 27 hospitais e 42 unidades oncológicas, resultado da joint venture entre Dasa e Amil.
Com mais de 34 mil colaboradores, 40 mil médicos atuantes e mais de 4.200 leitos, une excelência clínica, inovação contínua e olhar humano. Guiada pelo propósito “Paixão por cuidar”, alia qualidade assistencial e segurança em cada etapa do atendimento aos pacientes.

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